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Poder Judiciário de Mato Grosso

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15.03.2019 10:12

Seis anos de magistratura: juízes falam das experiências e aprendizados da profissão
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Almejada por muitos quando cursam Direito, a magistratura exige muito preparo, dedicação durante uma caminhada longa e árdua de estudos para exercer a função em prol da sociedade. Nesta sexta-feira (15 de março), cinco juízes completam seis anos de carreira em Mato Grosso. Eles tomaram posse na função de juiz de Direito substituto em 2013 e em todo esse período foram várias histórias de vida e aprendizado.
 
Muitos deixaram sua terra natal para exercer a função judicante e se sentem acolhidos pelos mato-grossenses. Como é o caso do juiz da Segunda Vara da Comarca de Comodoro, Antonio Carlos Pereira de Sousa Junior, que nasceu e viveu toda sua vida em Divinolândia, no interior do Estado de São Paulo (SP) e agora já se considera mato-grossense. “Eu sempre escutei falar muito bem de Mato Grosso e resolvi fazer a prova aqui. Não quero mais voltar, já sou mato-grossense”, disse.
 
Antonio Carlos Pereira ressalta que a prática da atividade da magistratura é trabalhosa, cansativa, porém, gratificante por poder ajudar as pessoas que buscam a justiça. “Sinto orgulho em fazer parte do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, somos uns dos mais produtivos do país, é um tribunal que está na vanguarda, principalmente da tecnologia, por exemplo com o PJe. Tenho muito orgulho e não quero mais sair daqui do Estado, não”, afirmou.
 
Vinda do Estado de Minas Gerais, onde era assessora de um dos desembargadores da corte mineira, a juíza da Vara Única de Poconé, Kátia Rodrigues Oliveira conta que se preparou por três anos para o concurso de juízes em Mato Grosso. Todo esforço se traduziu em realização profissional, mesmo sendo em um Estado que ela ainda não conhecia. Uma das comarcas onde atuou foi Campinápolis, que possui cerca de 120 aldeias indígenas.
 
“Foi muito diferente. Eu nunca havia tido acesso com índios porque sempre morei em capital. Foi uma experiência incrível, foi a Comarca que mais aprendi. Além disso, os servidores são pessoas solícitas e prestativas. A magistratura é uma realização de vida e um amadurecimento enorme, onde nos deparamos com muitas situações e você cresce como ser humano”, disse a juíza.
 
Após 14 anos como servidor do Poder Judiciário em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, o juiz da Terceira Vara da Comarca de Colíder, Maurício Alexandre Ribeiro sentiu a necessidade de buscar maiores desafios por saber de seu perfil em fazer algo em favor da sociedade. Foi quando se inscreveu para o concurso, mas para sua surpresa, a prova ocorreria no mesmo dia que a prova no Estado de Goiás e ele disse não ter pensado duas vezes. “Me sinto honrado e realizado profissionalmente pela escolha que fiz. A cada ano o Tribunal de Justiça de Mato Grosso dá maior respaldo valorizando a magistratura e seus servidores, com isso, melhora a prestação jurisdicional”, ressaltou.
 
Dentre os que entraram para a magistratura nessa data, a única residente em Mato Grosso é a juíza da Segunda Vara de Poxoréu, Luciana Braga Simão Tomazetti que revelou que seu sonho sempre foi a carreira de juiz. Nascida no Acre, mas há 20 anos morando no Estado, ela diz que a realidade ao exercer a função vai além de analisar e decidir processos. “A atribuição de magistrado abrange outras tarefas como parte social, gestão do Fórum e de servidores. O aprendizado é muito grande, tanto pessoal como profissional, estamos sempre nos aperfeiçoando”, acrescentou.
 
Luciana Tomazetti já percorreu seis comarcas, e por isso, nem sempre o marido e as filhas puderam acompanhá-la, mas ainda assim ela diz que para exercer a magistratura é preciso ter, acima de tudo, vocação. “O ônus é grande, mas se ama o que faz, vale a pena. Ao longo desses anos conheci muitas pessoas e o que fica é a gratidão de poder viver tudo isso”, externou a juíza.
 
O início da carreira traz consigo muitos desafios e adaptações, especialmente quando se está em um Estado até então desconhecido. Foi assim com o juiz da Terceira Vara da Comarca de Água Boa, Jean Louis Maia Dias, que é nascido em Belo Horizonte (MG), mas que morou a maior parte de sua vida na cidade de Porto Velho (RO). Foi lá que ele fez faculdade, trabalhou como assessor de dois procuradores de Justiça, advogou e lecionou em universidade. Mas foi em Mato Grosso, após ingressar na carreira da magistratura que ele casou e teve suas filhas. “Essa é uma profissão de muita relevância para a sociedade, decidimos a vida, patrimônio e liberdade das pessoas, uma profissão que requer muita dedicação, compromisso, abdicação, um sacerdócio, que exercemos por vocação”, falou.
 
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Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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