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Poder Judiciário de Mato Grosso

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10.07.2019 15:55

Implantação do PJE em Mato Grosso serve de modelo para juízes de Mato Grosso do Sul
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 A evolução do Tribunal de Justiça de Mato Grosso na implantação do sistema de Processo Judicial Eletrônico chamou a atenção de magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Uma equipe do Estado vizinho faz, nesta quarta-feira (10 de junho), visita institucional a Cuiabá para absorver informações sobre como foi o processo de implantação, as principais dificuldades encontradas, as funcionalidades interligadas à inteligência artificial e a migração de processos para o sistema, dentre outros pontos.
 
Eles foram recebidos pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha e pelo juiz auxiliar da Presidência do TJMT Luiz Octávio Saboia. Na ocasião, o desembargador ressaltou que a Justiça Estadual mato-grossense está ambientada ao sistema e tem a intenção de até 2020 estar com o PJe implantado em todas as unidades judiciárias.
 
O juiz complementou fazendo uma retrospectiva desde a implantação da primeira versão do programa na Instituição. "A primeira versão do PJe foi instalada sem um ambiente colaborativo, com o controle total do Conselho Nacional de Justiça e com pouca colaboração dos tribunais. Mas isso mudou, com o tempo, percebeu-se a necessidade de um ambiente conjunto para um sistema dessa envergadura. Atualmente, há uma rede de colaboração muito intensa formada pelos TJs do Brasil. Esse movimento de estabelecer a possibilidade de contribuição ao PJe é interessante e nos permite discutir melhorias”, ressalta o magistrado.
 
Saboia pontuou ainda que Mato Grosso é um dos primeiros estados a utilizar a versão do PJe 2.1 do PJe. "Nós temos um presidente muito ativo e que nos pediu a utilização urgente dessa nova versão. Uma das vantagens dessa versão é a possibilidade de trabalhar em nuvem, o que provoca uma degradação menor e desoneração na infraestrutura de TI. Outra grande possibilidade ofertada é que trabalhemos com a liberdade de criação de microsserviços, os quais podem ser desenvolvidos de acordo com a necessidade. Em uma analogia, podemos dizer que o PJe se transformará mais ou menos uma App Store", ressalta o magistrado.
 
O coordenador de Tecnologia e Informação, Thomas Caetano, juntamente com sua equipe, falou, dentre outras coisas, sobre a necessidade do apoio da alta administração e engajamento dos servidores para que a implantação seja um sucesso. “Em Mato Grosso foram realizados vários cursos para o público interno e externo, fizemos lives nas redes sociais e uma forte campanha de divulgação. Conseguimos alcançar um grande número de envolvidos desenvolvendo várias frentes de trabalhos diferentes”, explicou.
 
Em Mato Grosso do Sul, o Tribunal de Justiça Estadual ainda não usa o Processo Judicial Eletrônico. De acordo com o juiz Vitor Luís de Oliveira Guibo, a visita serviu para conhecer sem reservas e com transparência os lados positivos e as necessidades de melhorias do programa. “Vamos levar as informações à administração do TJMS que irá decidir sobre a implantação com base nos dados que coletarmos. A boa vontade em nos fornecer esses dados nos dá grata satisfação. Nós temos interesse em detalhes financeiros, administrativos e operacionais, porque isso Mato Grosso já tem conhecimento e nós temos que nos valer das experiências já tomadas.”
 
À tarde, a programação segue com apresentações sobre o projeto UIKit e o programa migrador de processos cadastrados no Projud para o PJe. Já na quinta-feira (11) será realizada visita ao setor de informática que gere o PJe. Também participam das reuniões os juízes de MS, Atílio César de Oliveira Junior, Renato Antônio de Liberali, os servidores Altair Soares, Conceição Pereira e Liriane Nogueira, além de servidores do TJMT.
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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