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Poder Judiciário de Mato Grosso

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10.09.2015 12:34

Constelação familiar é tema de palestra em Sorriso
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Será realizada na próxima sexta-feira (11 de setembro), na Comarca de Sorriso (420 km ao Norte), às 9h30, a palestra “Constelações Sistêmicas Familiares na Mediação”. O evento será realizado pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e pelo Centro Jurídico de Solução de Conflitos (Cejusc) de Sorriso.
 
A palestra será ministrada pela consteladora sistêmica familiar e organizacional, Neiva Klug, e terá como facilitadora a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e presidente do Núcleo, desembargadora Clarice Claudino da Silva.
 
A constelação familiar é um método psicoterapêutico recente, com abordagem sistêmica, com indivíduos ou um grupo que se unem para formar um inconsciente coletivo e solucionar emaranhados de relacionamentos, que às vezes estão vinculados ao passado daquele paciente.
 
Esse método foi desenvolvido pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, a partir de psicanálise. Ele começou a aplicar sua técnica em uma missão na África do Sul, quando conviveu com os Zulus durante 20 anos, observando como era o funcionamento do sistema familiar.
 
Durante o processo de constelação, o mediador, chamado de “constelador”, faz observações empíricas, fundamentadas em diversas formas de psicoterapia familiar e dos padrões de comportamento que se repetem nas famílias e grupos familiares ao longo de gerações. O método abrange quatro áreas: familiar, empresarial, escolar e, agora, o jurídico.
 
De acordo com a vice-presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, a comunidade de Sorriso mostrou interesse no assunto e buscou entender melhor essa técnica por meio da palestra. “É uma ferramenta científica que vem agregar, vem somar ao trabalho do Judiciário. Essa técnica ajuda as pessoas a entenderem melhor seus próprios sentimentos diante de um conflito. Ela também dá ao magistrado a possibilidade dele compreender melhor a dinâmica daquele problema antes de tomar uma decisão, que muitas vezes seria até desastrosa diante daquela situação concreta”, explica.
 
A desembargadora destaca que a prática tem se mostrado muito valiosa no meio jurídico. “Os pedidos de esclarecimentos, debates e palestras sobre esta técnica não param de crescer. Vamos ter até um curso de preparação voltado para os magistrados, mostrando como a constelação familiar funciona. O curso, de 60 horas, terá início em outubro. Depois que os magistrados receberem essa capacitação, eles vão começar difundir nas suas comarcas essas novas ideias a respeito do direito sistêmico”.
 
Ela explica que a técnica de constelação familiar em determinados casos pode dar ao juiz ou às partes uma resposta surpreendente “como já vimos em alguns exemplos. De repente um caso que caminhava em uma direção, toma outro rumo bem diferente, muito mais claro, bem mais satisfatório para todos”.
 
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Janã Pinheiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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