Corregedoria prevê concluir expansão do Sistema de Reconhecimento Facial remoto até dezembro de 2025
A expansão do Sistema de Apresentação
Remota e Reconhecimento Facial (Saref) nas comarcas do Poder Judiciário de Mato
Grosso segue em ritmo acelerado. Nos nove primeiros meses deste ano, a
Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) já implementou o sistema
em 51 comarcas. A meta é que até dezembro de 2025 já esteja em funcionamento
nas 78 comarcas do Estado.
O Saref permite que pessoas condenadas
em cumprimento de penas nos regimes aberto e semiaberto comprovem seu
comparecimento em juízo de forma remota, via celular, utilizando reconhecimento
facial e geolocalização, eliminando a necessidade de deslocamento até o fórum.
Em 2025, a ferramenta foi expandida
para as seguintes comarcas: Cuiabá, Alta Floresta, Colíder, Peixoto de Azevedo,
Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sapezal, Campo Novo do Parecis, São José do Rio
Claro, Diamantino, Nobres, Paranatinga, Primavera do Leste, Poxoréu, Campo
Verde, Chapada dos Guimarães, Juara, Juína, Barra do Bugres, Comodoro, Mirassol
D’Oeste, Cáceres, Vila Rica, Porto Alegre do Norte, Alto Araguaia, Jaciara,
Canarana, Água Boa, Nova Xavantina, Barra do Garças, Alto Taquari, Alto Garças,
Pedra Preta, Itiquira, Guiratinga, Juscimeira, Dom Aquino, Santo Antônio de
Leverger, Apiacás, Nova Monte Verde, Paranaíta, Nova Canaã do Norte,
Cotriguaçu, Colniza, Aripuanã, Brasnorte, São Félix do Araguaia, Querência,
Ribeirão Cascalheira, Campinápolis e Novo São Joaquim. Elas se juntaram às comarcas
de Rondonópolis, Poconé, Sorriso, Tangará da Serra, Pontes e Lacerda e Sinop,
que já tinham o sistema em funcionamento.
Comandada pelo juiz auxiliar da CGJ-MT,
João Filho De Almeida Portela, a expansão contínua do sistema em Mato Grosso é
fundamental para o Programa Justiça 4.0, parceria do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD),
que tem por objetivo integrar tecnologia e inovação na prestação jurisdicional.
“Seguimos no trabalho de expansão da
ferramenta no estado, o que beneficia principalmente a pessoa condenada, que
não precisa se deslocar ao fórum, economizando tempo e recursos. Estando na
comarca, o apenado pode fazer o reconhecimento de qualquer lugar”, pontua o
juiz auxiliar.
O impacto positivo também é visto no
trabalho da equipe das Varas de Execuções Penais. “O Saref facilita não só a
vida da pessoa condenada, mas também dos servidores, que podem se dedicar a
outras atividades intelectuais, já que não será mais necessário que atuem
fazendo as anotações de comparecimento”, destaca João Portela.
O magistrado revela que o plano é
finalizar a implementação do Saref em todas as comarcas até dezembro de 2025,
com exceção de Várzea Grande, já que a fiscalização e acompanhamento do
cumprimento de penas são realizados pelo Núcleo de Execução Penal da Capital.
Até o fim do ano, serão contempladas com a ferramenta as comarcas de Guarantã
do Norte, Matupá, Terra Nova do Norte, Marcelândia, Itaúba, Vila Bela da
Santíssima Trindade, Porto Esperidião, Jauru, Rio Branco, Araputanga, São José
dos Quatro Marcos, Tabaporã, Porto dos Gaúchos, Tapurah, Cláudia, Feliz Natal,
Vera, Nova Ubiratã, Arenápolis, Nortelândia e Rosário Oeste.
Além do juiz auxiliar, o trabalho de
expansão da ferramenta e capacitação das unidades judiciárias está sendo
realizada pelos seguintes servidores: Flávia Aparecida Queiroz Gomes, Danilo
Ramos Chaves, Dayane Alves Santos, Dayane Cibelle Vargas, Jhoni França Garcia,
Rhaynner Junio Costa Santos, Wender Vinícius, Evangelista da Silva, Kamilla
Lopes Pedrini, Pâmela de Paula Santos e Lauciano Aparecido de Souza.
Como funciona o
Saref? – Alguns apenados devem comparecer
periodicamente ao fórum, conforme calendário determinado pelo juiz, para
informar e justificar suas atividades. O Saref permite que eles se apresentem
remotamente, desde que tenham um celular com acesso à internet, câmera e GPS
ativado.
A solução, desenvolvida pelo Tribunal
de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), utiliza técnicas de
Inteligência Artificial (IA) para reconhecimento facial e geolocalização,
garantindo o cumprimento da medida.
Para usar o Saref, é necessário um
cadastro prévio, com coleta de dados e fotografia dos apenados. Após o
cadastro, as apresentações poderão ser feitas pelo sistema. Todo o processo é
auditável, e o sistema passa por testes de segurança. Além disso, o uso do
Saref é opcional.
A Corregedoria também capacita os
servidores das Varas de Execuções Penais, que são responsáveis pelo
cadastramento dos reeducandos.
O Judiciário mato-grossense foi o
primeiro tribunal no país a utilizar a ferramenta idealizada pelo TJDFT, com a
implantação de projeto piloto na comarca de Sorriso, em 20 de outubro de 2023.
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
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