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Outubro Rosa: servidora do TJMT vence o câncer de mama e fala da importância da prevenção


 

22/10/2025

 
 

Por: Emily Magalhães

 
 

08:36

 
 

A servidora Beatriz Monteiro Scaff, de 58 anos, gestora de cadastro do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), é um exemplo de força e superação. Com 35 anos de dedicação ao Poder Judiciário, ela enfrentou um dos maiores desafios da vida: o diagnóstico de câncer de mama em 2024.

Graças ao hábito de realizar exames preventivos todos os anos durante o Outubro Rosa, o câncer foi descoberto ainda em fase inicial, o que permitiu um tratamento rápido e eficaz.

“Eu marcava meus exames de rotina em todo aniversário. Aí eu vi a campanha de Outubro Rosa e decidi que sempre faria meu check-up em outubro. Mamografia, ultrassom, densitometria, tudo aquilo que a mulher precisa acompanhar, principalmente depois dos 40”, contou.

No fim de outubro do ano passado, ela seguiu a rotina de exames e recebeu a notícia que mudaria sua vida. “A médica pediu mais um exame, depois veio a biópsia e, no dia 11 de novembro, o diagnóstico: o câncer na mama direita. Por ter feito os exames anualmente, consegui descobrir no comecinho. Operei em 17 de dezembro, fiz a ‘radio’ e agora sigo em acompanhamento”, relatou a servidora.

Nos últimos anos, Beatriz enfrentou também a perda de pessoas muito próximas, o pai, o filho e um tio. Mesmo diante das dificuldades, ela decidiu olhar para a doença como uma oportunidade de recomeço. “A vida vai nos desafiando. Passamos por luto, tristeza, mas temos que viver. O diagnóstico precoce é essencial para enfrentar de forma positiva”, pontuou.

O poder do acolhimento

Durante o tratamento, ela conta encontrou apoio na família, nos colegas e dentro do próprio Tribunal de Justiça. “Assim que descobri, procurei o serviço social do TJMT para saber o que havia de suporte. O Programa Bem Viver e a fisioterapia têm me ajudado muito. Mas o acolhimento maior veio do Nupemec. Os colegas me deram muita força, sempre mandando mensagens, perguntando como eu estava. Aqui é uma segunda família”, destacou Bia.

O colega e gestor de Capacitação do Nupemec, Carlos Campelo, acompanhou de perto essa jornada. “A Bia é uma pessoa muito forte. E a gente esteve ao lado dela, oferecendo o que podíamos para que pudesse se sentir acolhida. O mais bonito é que ela não se vitimizou em momento algum”, disse.

Um novo olhar sobre a vida

Depois da experiência, a servidora diz que aprendeu a transformar os desafios em aprendizado. “Aqui no Nupemec, lidamos com conflitos todos os dias. E eu passei a olhar o câncer como um conflito também. O que eu posso tirar de positivo disso? Que tenho família, amigos e uma rede de apoio. Que a vida continua. Então, não tenha medo. Encare de forma positiva e bola pra frente. Como dizia meu pai: ‘rufa o bombo!’”, comentou.

Ela também incentiva outras mulheres a cuidarem da saúde e não deixarem os exames de rotina para depois. “Põe na sua agenda. Todo ano, faça seus exames e faça sem medo. Se vier, encara e vai tratar. A opção de não tratar não existe mais. O que eu quero é qualidade de vida. E qualidade de vida é estar aqui”, completou.   

Outubro Rosa

O Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 73 mil pessoas são diagnosticadas todos os anos no Brasil.

Neste ano, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação do público para a mamografia: antes era recomendada a partir dos 50 anos, agora o exame pode ser realizado a partir dos 40.

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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