Projeto de recuperação de ativos em São Paulo recupera R$ 20 milhões para investimentos em Segurança
O
Estado de São Paulo recuperou aproximadamente R$ 20 milhões em ativos que serão
revertidos em investimentos em tecnologia e infraestrutura voltada à Segurança
Pública. O resgate dos valores foi realizado por meio do projeto Recupera-SP,
regulamentado pelo Decreto nº 68.926, de setembro de 2024. O resultado de um
ano de trabalho do projeto foi apresentado no primeiro painel da Conferência
Recupera MT, realizada no auditório Espaço Justiça, Cultura e Arte
Desembargador Gervásio Leite, na manhã desta quinta-feira (02 de outubro), na
sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Completando
um ano de vigência, o decreto regulamenta a destinação de bens, direitos e
valores, cujas perdas tenham sido declaradas pelo Poder Judiciário, em favor do
Estado, decorrentes de investigações criminais pelos crimes de lavagem ou
ocultação de bens ou outros recursos oriundos de sanções patrimoniais
resultantes de sistemas normativos de responsabilização penal.
Os
dados do primeiro ano do projeto foram revelados pelo delegado de Polícia
Lawrence Katsuyuki de Almeida Tanikawa, coordenador do Comitê Estadual de Recuperação
de Ativos do Estado de São Paulo - CDRA|SP, e
pelo juiz de Direito André Gustavo Cividanes Furlan (TJSP), durante o “Painel
1: Recupera SP – Resultados e Boas Práticas”.
“Buscando
viabilizar a estrutura administrativa do
Recupera-SP com destinação do dinheiro ao Fundo de Segurança Pública e efetivos
investimentos nas delegacias, nas corporações, no aprimoramento dos policiais,
nós fizemos um comunicado conjunto, com apoio da Corregedoria-Geral da Justiça
e da Presidência do TJMT, orientando os juízes,
magistrados e servidores de São Paulo para que realizem as estimações de
dinheiros e valores apreendidos nas ações penais que versem sobre crimes de
lavagem de dinheiro e ocultação de bens, valores e capitais e os destinem ao Fundo
de Segurança pública”, explicou o juiz André Gustavo Cividanes Furlan (TJSP).
“Ao
longo desses 12 meses, o programa obteve resultados expressivos. Foram
recuperados, em média, R$ 49.363,05 por dia, incluindo sábados, domingos e
feriados, o que representa aproximadamente R$ 50 mil devolvidos diariamente aos
cofres públicos do Estado de São Paulo. Em valores absolutos, em um ano de
vigência do decreto, são aproximadamente R$ 20 milhões em conta, ou seja, já
efetivamente recuperado e disponibilizado para o Governo para investimentos, e
acima de R$ 60 milhões em valores monitorados pelo grupo para conversão”,
explicou o delegado Lawrence.
O
painel teve como foco mostrar como funciona o Núcleo de Recuperação de Ativos
(NRA) do Estado de São Paulo, instalado fisicamente na sede da Secretaria de
Segurança Pública. A unidade é
encarregada de acompanhar e fazer as representações destinadas às conversões e
recebimentos de valores que estão bloqueados judicialmente, em condutas
relacionadas à lavagem de dinheiro e outros delitos, que possam ser revertidos
para fim de investimentos na segurança pública.
O
papel do setor é viabilizar que bens de alto valor e quantias que estão
bloqueados em contas, bens constritos de criminosos possam ser revertidos em
valores orçamentários para o Estado, para investimentos em reformas de unidades
policiais, investimentos tecnológicos,
aquisição de materiais, equipamentos, armamento, viaturas, construções e
reformas de prédios públicos, todos relacionados à atividade de segurança pública.
O
trabalho realizado pelo Núcleo de Recuperação
de Ativos propicia a segura
identificação, localização, apreensão, administração e destinação de ativos
relacionados à prática ou ao financiamento de infrações penais, por meio
da adoção de formulário automatizado
disponibilizado na Intranet da Polícia Civil, que permite o controle das
entradas e a gestão dos ativos estaduais relacionados às investigações.
O
Núcleo também dá apoio às unidades operacionais que atuam diretamente nas
investigações, nas questões que demandem avaliação e destinação final de ativos
de natureza diferenciada, impedindo que sejam desviados ou percam seus valores
de alienação.
O decreto fixa como ação prioritária o fomento à alienação antecipada de bens, de modo que seja resolvida a questão da custódia, viabilizando uma melhor administração de ativos e a diminuição dos custos relacionados à manutenção segura dos bens em custódia das unidades policiais. As ações do Núcleo buscam ainda a administração de bens apreendidos por meio do acompanhamento e apoio às unidades de Polícia Judiciária no oferecimento de modelos e justificativas para representar por administração provisória de ativos vivos até sua conversão em dinheiro, mediante vendas em leilões.
Assessoria PJC-MT
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