Rede Recupera é apresentada em conferência que reforça combate ao crime organizado em MT
O combate ao crime
organizado ganhou mais uma frente de articulação durante a Conferência Recupera
MT, realizada no auditório Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador
Gervásio Leite, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O evento
reúne, entre os dias 2 e 3 de outubro, magistrados, servidores, policiais,
promotores e autoridades do sistema de justiça para debater estratégias de
recuperação de ativos de origem ilícita.
Para o presidente do TJMT,
José Zuquim Nogueira, a conferência inaugura um novo marco na justiça
mato-grossense. “É uma grande honra para
o TJMT receber todos nessa conferência, que tem o propósito de fortalecer em
nosso estado uma cultura de política integrada e eficaz de enfrentamento à
criminalidade, por meio da recuperação de ativos ilícitos. Este é um marco de
articulação institucional”, declarou o presidente.
O coordenador-geral de
Operações Integradas e Combate ao Crime Organizado da Secretaria Nacional de
Segurança Pública (Senasp), Getúlio Monteiro de Castro Teixeira, foi o primeiro
a falar no evento. Monteiro apresentou o programa que tem como alvo a
recuperação de ativos financeiros ilegais em mãos do crime organizado e
destacou a relevância para as instituições da segurança pública. Segundo ele, a
iniciativa busca incentivar a criação de unidades para garantir que os recursos
sejam revertidos em benefícios à própria sociedade.
“Ela (a Rede Recupera)
fomenta a criação de unidades especializadas de recuperação de ativos para que
a gente possa criar um ciclo virtuoso na segurança pública, em que os bens e
valores apreendidos, sequestrados pelo crime organizado, possam ser revertidos
para a estrutura da segurança pública”, explicou.
Durante a explanação,
Monteiro apresentou os passos que foram trilhados até a criação da Rede
Recupera em 2023. Ele conta que a iniciativa visa estruturar um sistema
nacional voltado à destinação de bens e valores apreendidos do crime
organizado. Assim, foram definidas as cinco etapas para a recuperação de
ativos: identificação, apreensão, administração, alienação e destinação.
O
papel de MT no combate ao crime organizado
Getúlio Monteiro de Castro
Teixeira destacou ainda o papel estratégico de Mato Grosso, por estar
localizado em região de fronteira, mas também pela capacidade de articulação de
suas instituições.
“Estar em região de
fronteira é um desafio a mais para o combate ao crime organizado. Mas
enxergamos Mato Grosso como um estado muito bem estruturado em relação a esse
tema. Apesar das rotas de tráfico que atraem a atenção do crime organizado,
Mato Grosso mostra que é possível realizar um combate qualificado”,
acrescentou.
Já o delegado-geral adjunto
da Polícia Civil, Rodrigo Bastos, destacou os resultados práticos obtidos em
2024. “A Rede Recupera nos traz a metodologia de buscar também o patrimônio das
organizações criminosas, para descapitalizá-las e impedir que elas se
recomponham nos municípios. Em 2024, foram apreendidos cerca de R$ 200 milhões”,
declarou.
Estiveram também na abertura
da conferência o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José
Luiz Leite Lindote, o ouvidor-geral do Poder Judiciário de Mato Grosso,
desembargador Rodrigo Curvo, o governador do Estado, Mauro Mendes, além de
outras autoridades ligadas ao sistema de segurança e justiça.
Programação
Durante os dois dias,
especialistas do Governo Federal, de Mato Grosso e de outros estados participam
de oito painéis temáticos, que abordam desde boas práticas de recuperação de
ativos até os desafios de apreensão de criptomoedas, passando por alienação
antecipada, execução de leilões e confisco alargado. Confira mais detalhes da programação neste link.
A conferência é fruto de uma articulação entre a Rede Nacional de Recuperação de Ativos – Recupera, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e instituições do sistema de justiça de Mato Grosso, como o TJMT, Corregedoria-Geral da Justiça e da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), a Polícia Civil (PJC) e o Ministério Público Estadual (MPE-MT).
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Vitória Maria Sena / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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