acessibilidade do site.

Comitê de Equidade Racial leva mensagem de reflexão e representatividade à Corrida do Judiciário


 

12/11/2025

 
 

Por: Roberta Penha

 
 

09:27

 
 

O Comitê de Promoção da Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) marcou presença pela primeira vez na Corrida do Judiciário, levando ao evento uma mensagem para instigar o respeito e a valorização da diversidade étnico-racial. O estande montado pelo Comitê atraiu a atenção do público, que pôde conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo grupo e participar de uma atividade simbólica e acolhedora: o “Espaço de Tranças Afro”, comandado pela trancista Brígida Ariane Oliveira da Silva.

De acordo com a coordenadora do Comitê, juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, o objetivo da participação na corrida foi aproximar o Judiciário da sociedade e promover reflexão sobre o enfrentamento ao racismo estrutural e institucional. “O Comitê trabalha tanto com os servidores e magistrados, quanto com a sociedade em geral. Nosso foco é promover ações voltadas à equidade racial e ao enfrentamento do racismo estrutural e institucional. A Corrida do Judiciário é um evento que reúne um público grande e diversificado, o que nos permite divulgar nosso trabalho e despertar o interesse pelo tema”, explicou a magistrada.

Criado neste ano, o Comitê de Promoção da Equidade Racial foi implantado conforme as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou a criação de comitês de equidade em todos os tribunais do país. Sua missão é adotar medidas para combater e prevenir o racismo, promover a diversidade étnico-racial e construir um ambiente institucional mais justo, inclusivo e representativo.

Durante o evento, muitos corredores e visitantes aproveitaram o momento para conhecer a iniciativa e conversar sobre o tema. A fisioterapeuta Ana Caroline Mendonça Talaveira Pedrosa, que participa da corrida há três anos, elogiou a ação. “Achei uma oportunidade incrível. É uma ação que poderia servir de exemplo para outras corridas também. A gente sabe que existe a dificuldade racial, mas muitas vezes não entende ou não busca se informar e aqui, felizmente, há esse olhar diferenciado.”

A estudante de Educação Física Ivani de Souza Ferreira também parou no estande para fazer uma trança e conhecer o projeto. “Achei maravilhoso! O espaço está lindo. Eu não sabia que existia um Comitê de Equidade Racial dentro do TJ. Esse tipo de ação informa e aproxima o público dos projetos do Tribunal”, destacou.

Para a trancista Brígida Ariane Oliveira da Silva, convidada a integrar a ação, a experiência foi marcante e simbólica. “Foi muito gratificante estar aqui, apresentando o nosso trabalho e mostrando que é uma profissão digna, que sustenta famílias. Fiquei ansiosa antes de vir, mas fui muito bem recebida. Está sendo uma experiência incrível.”

Ao final, a juíza Renata Parreira reforçou que o Comitê pretende seguir desenvolvendo políticas institucionais para promover a mudança estrutural e ampliar o debate sobre a equidade racial. “O racismo existe e, muitas vezes aparece de forma velada. Nosso papel é promover o letramento racial e estimular atitudes transformadoras, dentro e fora do Judiciário.”


Leia mais sobre a corrida:






Foto: Josi Dias e Lucas Figueiredo

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br