Casamento emociona e marca atendimentos da Justiça Itinerante em comunidades de MT
A tarde ensolarada em Nova
Marilândia ganhou um brilho especial quando Carolina Ferreira da Silva e José
Mendes de Souza decidiram oficializar, diante do ônibus do Juizado Especial e
Cejusc Itinerante, um amor construído na simplicidade do cotidiano. O veículo
azul e branco, estacionado na praça central, tornou-se cenário de um momento
raro e inesquecível: o casamento de uma senhora de 92 anos e um senhor de 63,
que transformou a jornada jurídica da equipe em uma celebração da vida.
Carolina, pequenina e de sorriso
luminoso, caminhou com passos lentos, porém firmes, embalada pelo vento quente
da tarde. Seus cabelos grisalhos pareciam dançar em sintonia com a emoção que
envolvia o momento. Ao seu lado estava José, homem de olhar manso e serenidade
profunda, levando consigo histórias e silêncios de uma vida inteira, agora
compartilhados com quem se tornaria sua companheira oficial.
O casal se conheceu nas
caminhadas pela rua principal de Nova Marilândia, em conversas espontâneas que,
pouco a pouco, foram tecendo um vínculo afetivo sólido e tranquilo. A união,
celebrada no contexto do atendimento itinerante do Tribunal de Justiça de Mato
Grosso (TJMT), simbolizou não apenas o compromisso entre os dois, mas também a
capacidade da Justiça de estar presente onde as pessoas vivem e constroem suas
histórias.
Enquanto o casamento alegrava a
equipe e moradores, outros atendimentos do Juizado Especial Itinerante (JEI)
continuavam a transformar vidas em diferentes regiões de Mato Grosso.
Justiça que percorre
distâncias e transforma vidas
Criado para aproximar o Poder
Judiciário das populações mais vulneráveis, o JEI percorre regiões de difícil
acesso, oferecendo mediação de conflitos, orientação jurídica, homologação de
reclamações pré-processuais e atendimentos diversos que fortalecem a cidadania.
O projeto é coordenado pelo juiz
Edson Dias Reis, que destaca o papel social dessa ação. “O trabalho do Cejusc e
Juizado Especial Itinerante tem justamente essa missão: aproximar o Judiciário
das pessoas que vivem distantes ou às margens do acesso à Justiça. A conversão
da união estável de hoje em casamento, envolvendo dona Carolina e o senhor
José, é apenas um exemplo entre centenas de atendimentos que realizamos em
rincões de todo Estado, com o propósito de concretizar cidadania. Em cada
comunidade, reafirmamos que Justiça é presença, escuta e transformação”,
reforça o magistrado.
Histórias como a de Carolina e José, revelam o impacto humano e social desse trabalho. Em cada comunidade visitada, a Justiça Itinerante não apenas resolve demandas, mas constrói pontes, reafirma direitos e transforma realidades, sempre com respeito à diversidade cultural e ao modo de vida das populações atendidas.
Fotos: Assessoria JEI
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Adellisses Magalhães
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br











