Enunciado de juíza do TJMT é aprovado na I Jornada Nacional de Execução Fiscal
O
enunciado da juíza do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Adair Julieta da
Silva, titular da Vara Especializada de Execução Fiscal de Cuiabá, foi aprovado
na I Jornada do Fórum Nacional de Juízes de Execução Fiscal, realizada no dia
22 de agosto de 2025, em Brasília, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O
evento reuniu magistrados de todo o país para discutir aprimoramentos na
condução das execuções fiscais, área do Judiciário marcada por elevado volume
processual.
Durante
a plenária, foram analisadas 38 propostas de enunciados, das quais 25 foram
aprovadas. Entre elas, está o Enunciado nº 18, de autoria da juíza Adair
Julieta, que prevê a possibilidade de reunião de execuções fiscais contra o
mesmo devedor no mesmo juízo, conforme o artigo 28 da Lei nº 6.830/1980. A
medida permite que os processos tramitem em um único feito, evitando
duplicidade de ações e facilitando a análise conjunta das demandas.
Especialistas
destacam que a fixação de enunciados como o proposto pela magistrada é
fundamental para enfrentar o grande volume de processos fiscais no país. “Ao
uniformizar o entendimento sobre questões recorrentes, como a prescrição
intercorrente, a impenhorabilidade de bens ou a responsabilidade dos sócios, os
juízes podem decidir de forma mais célere, evitando a repetição de raciocínios
e a prolongada análise individual de casos idênticos”, afirma a juíza.
Adair
Julieta reforça que a elaboração de enunciados representa um avanço coletivo da
magistratura, atuando como verdadeiro instrumento de gestão judicial. “A
elaboração de enunciados não se limita a registrar entendimentos já firmados,
mas atua como instrumento de gestão judicial. Com eles, conseguimos dar maior
coerência e estabilidade às decisões, assegurando que todos os envolvidos
tenham clareza sobre os rumos do processo”, destacou.
Segundo
a magistrada, a uniformização de entendimentos gera ganhos não apenas para o
Judiciário, mas também para advogados, procuradores e contribuintes,
proporcionando maior previsibilidade e segurança jurídica. “Quando os
enunciados deixam claro qual será a linha de entendimento, todos passam a ter
maior segurança jurídica. Essa transparência fortalece a confiança das partes e
pode até incentivar soluções consensuais, evitando recursos desnecessários e
reduzindo a litigiosidade”, explicou.
O
evento marcou ainda a consolidação de um espaço democrático e colaborativo no
Judiciário, onde magistrados propuseram soluções práticas para os desafios da
execução fiscal. A participação da juíza Adair Julieta foi considerada
relevante por abordar uma questão recorrente e de impacto direto na tramitação
de milhares de ações em todo o país.
Por fim, ela reforçou que a elaboração de enunciados é indispensável para a modernização da Justiça, especialmente diante da quantidade de processos que chegam às varas especializadas. A aprovação dos enunciados simboliza, segundo a magistrada, um passo importante na busca por uma Justiça mais eficiente e transparente.
Flávia Borges
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br











