Homem que matou noiva a facadas em Peixoto de Azevedo será julgado pelo Tribunal do Júri
Wendel
dos Santos Silva, vulgo “Xexeu”, 38, acusado de feminicídio em situação de
violência doméstica cometido contra a noiva, Lediane Ferro da Silva, 43, será julgado
pelo Tribunal do Júri no próximo dia 18 de setembro, a partir das 8h, no Fórum
da Comarca de Peixoto de Azevedo, em sessão plenária que será presidida pelo
juiz João Zibordi Lara. Haverá transmissão pelo canal do TJMT no YouTube.
O
crime ocorreu no dia 15 de abril de 2024, na casa da vítima. Durante uma
discussão, Lediane foi surpreendida pelo réu enquanto servia um prato de
comida, sendo golpeada com diversas facadas. O filho dela e a filha do réu
presenciaram a ação criminosa e fugiram assustados.
Após
investigações, o caso foi distribuído à 2ª Vara de Peixoto de Azevedo em 25 de
abril de 2024. A denúncia foi recebida poucos dias depois, em 6 de maio de
2024. Ao longo do processo, a prisão preventiva do réu foi mantida para
garantir a ordem pública, principalmente por se tratar de crime com elevado grau de reprovabilidade e
brutalidade e pela frieza do autor, uma vez que o crime foi praticado na
presença da sua filha e do filho da vítima. Além disso, foi levado em conta que
o réu ficou foragido por 4 dias.
Ao longo da instrução processual,
foram ouvidas testemunhas e informantes (filho e enteada da vítima). Já o réu
utilizou o direito de permanecer em silêncio. O Ministério Público requereu a
pronúncia do acusado por feminicídio em contexto de violência doméstica,
cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Já a
defesa pugnou pelo afastamento da qualificadora do motivo torpe, alegando que o
inconformismo com o término do relacionamento não se qualificaria como torpe.
O juiz João Zibordi Lara decretou a
pronúncia do réu no dia 14 de novembro do ano passado. A defesa interpôs
recurso contra a pronúncia, o que foi negado pela segunda instância. Com o
julgamento do caso, pelo Tribunal do Júri, o Judiciário estadual cumpre a meta
estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de julgar casos de
feminicídio em até 2 anos. Desde a distribuição do processo até a data da sessão
plenária, terão transcorridos menos de 1 anos e 5 meses.
O
crime - Na denúncia,
o Ministério Público narra que, no dia 15 de abril de 2024, por volta das
12h40, na residência onde o casal vivia, em Peixoto de Azevedo, o denunciado Wendel dos Santos Silva, “com manifesta intenção homicida, em situação de
violência doméstica, com emprego de arma branca e mediante recurso que
dificultou a defesa da vítima”, assassinou Lediane Ferro da Silva, que morreu em
virtude dos golpes de faca que sofreu, conforme laudo pericial.
Conforme as investigações, Lediane já
sofria violência doméstica por parte do noivo e, no dia em que foi assassinada,
chegou a conversar com a enteada para pedir que Wendel se retirasse de sua
casa, devido às constantes discussões que vinham ocorrendo. A enteada foi até a
casa de Lediane pedir para o pai ir embora. No entanto, ele se recusou,
discutiu com a noiva e, em seguida, se apossou de uma faca, com a qual desferiu
vários golpes contra a vítima. Wendel fugiu em seguida. Câmera de segurança de
dentro da residência gravou a cena do crime. Dois meses antes, a mesma câmera
também registrou Wendel dando um golpe de mata leão em Lediane, que chegou a
desfalecer ao chão.
Número
do processo: 1000900-74.2024.8.11.0023
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
28/01/2025 08:11
Fórum de Cuiabá vai realizar 12 sessões do Tribunal do Júri em fevereiro
15/01/2025 09:20
Tribunal do Júri de Rondonópolis condena réu a mais de 21 anos de reclusão
16/01/2026 18:15
Confira as regras e prazos de credenciamento da imprensa para júri de assassinato de Raquel Cattani











