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 18/09/2025   10:17   

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Pesquisa acadêmica em Mato Grosso dialoga com o tema da descarbonização

O 10º Encontro de Sustentabilidade e o 2º Seminário de Mudanças Climáticas, segue nesta quinta-feira (18 de setembro), reúne magistrados, servidores, autoridades de várias instituições e poderes e público em geral na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A iniciativa, promovida em conjunto pelo Núcleo de Sustentabilidade do Judiciário e pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), por meio do Eixo Temático de Meio Ambiente, destaca debates sobre temas atuais e relevantes no enfrentamento dos desafios ambientais.

Entre os participantes, o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Física Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Madson Amorim de Barros, destacou que a palestra de Sanquetta dialoga diretamente com a pesquisa que ele desenvolve.

Segundo o pesquisador, seu trabalho busca medir o balanço de carbono em áreas de Cerrado e em plantações de cana-de-açúcar. Para isso, utiliza equipamentos capazes de aferir, em tempo real, quanto carbono está sendo absorvido pelas culturas durante o ciclo de crescimento.

“Estamos com equipamentos instalados em áreas de Cerrado e em plantações de cana na região de Nova Olímpia e Barra do Bugres. O objetivo é comparar a absorção de carbono nesses dois ambientes e verificar se, ao final do ciclo da cultura, o balanço será positivo ou negativo”, explicou.

Ele ressaltou que a metodologia utilizada, conhecida como Eddy Covariance, é considerada padrão ouro pela comunidade científica internacional por sua precisão na medição de fluxos de gases.

“É uma técnica reconhecida mundialmente, que mede o vórtice turbulento de gases acima do dossel da vegetação. No nosso caso, o equipamento está instalado sobre a cana-de-açúcar, mas poderia ser usado em outras culturas, como o algodão”, detalhou.

Para Madson, a experiência prática da pesquisa reforça a importância dos debates promovidos no seminário.

“Na universidade, temos know-how técnico e os equipamentos para medir. Mas ainda não sabemos como transformar isso em créditos de carbono negociáveis, como foi abordado na palestra. É um gargalo que precisamos superar, porque o produtor rural vai precisar vender esse carbono em algum momento, e o trabalho científico tem papel essencial para dar confiabilidade ao processo”, afirmou.

Confira mais fotos no flickr do TJMT: flickr.com/photos/tjmtoficial_/albums/72177720329104223/with/54796343508

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Flávia Borges / Foto: Josi Dias

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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