Poder Judiciário e Executivo validam novos fluxos para Medidas Protetivas de Urgência em Mato Grosso
Uma reunião entre representantes do Poder
Judiciário e do Poder Executivo estadual validou novos fluxos para as Medidas
Protetivas de Urgência (MPUs) em Mato Grosso. A iniciativa fortalece a rede de
proteção às vítimas de violência doméstica e impacta diretamente a segurança
das mulheres ao garantir mais agilidade, integração e eficácia no cumprimento
das ordens judiciais.
O encontro teve como foco a implementação de
melhorias processuais e a aplicação da metodologia de Gestão por Processos de
Negócio (BPM), em um passo decisivo para o fortalecimento da atuação integrada
dos órgãos envolvidos.
A iniciativa é parte integrante do Termo de
Cooperação Técnica nº 27/2025, firmado entre o Poder Judiciário e o Poder
Executivo do Estado de Mato Grosso. O projeto visa a melhoria e otimização dos
processos na Central de Mandados e nas unidades Cíveis e Criminais, como as
Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher,
priorizada pela juíza diretora do Foro de Cuiabá, Hanae Yamamura de Oliveira.
Os
novos fluxos foram meticulosamente construídos para cobrir todas as etapas do
processo. A integração começa na solicitação da MPU junto à Delegacia de
Polícia, passa pela análise e concessão judicial, e estende-se até a etapa
crítica de cumprimento e devolução dos mandados na Central de Mandados.
Essa visão "ponta a ponta" garante que não haja gargalos que coloquem
a vítima em risco.
Um
dos pontos da discussão foi a importância estratégica da intimação realizada
pelos oficiais de Justiça. Após a concessão da MPU pelo magistrado, a
celeridade e a eficácia na entrega da ordem judicial são fundamentais. O objetivo
é reduzir os índices de violência contra a mulher e, primordialmente, evitar
o feminicídio. A presença do Oficial de Justiça na ponta final do processo
assegura que o agressor seja formalmente cientificado das restrições,
salvaguardando a vida da vítima.
Rondonópolis é referência
Um dos pilares da reunião foi o aproveitamento do
Processo de Trabalho instituído pela magistrada Maria Mazarelo Farias Pinto,
titular da Vara Especializada de Rondonópolis. O modelo, que resultou na
criação de fluxos otimizados e de um Manual de Procedimentos das MPUs, foi
homologado pela Corregedoria-Geral da Justiça em março de 2023. Atualmente,
esses fluxos estão publicados no Portal da Corregedoria para servir de padrão
unificado a todas as unidades criminais do estado. O projeto atual busca
escalar essa eficiência para a capital e demais comarcas.
A cooperação entre os Poderes Judiciário e
Executivo visa garantir agilidade e precisão no cumprimento de ordens
judiciais, utilizando automação e linguagem simples para melhor atender à
sociedade. Com a validação de fluxos que acompanham a Medida Protetiva desde a
delegacia até a Central de Mandados, o projeto destaca a atuação dos oficiais
de Justiça como essencial para romper o ciclo da violência. Assim, Mato Grosso
moderniza a gestão pública e fortalece a rede de proteção para reduzir o
feminicídio e preservar a vida das mulheres.
O encontro contou com a participação de representantes das instituições envolvidas: representando o Poder Judiciário, participaram Henriqueta Lima, coordenadora do NCJUD, Valéria Ferraz, gestora do NCJUD, a juíza Hanae de Oliveira, diretora do Fórum de Cuiabá, Phiama Emanuela Prado, gestora-geral do Fórum de Cuiabá, Maria Mazarelo Farias Pinto, juíza de Rondonópolis, as assessoras Sylviane Cavalcante, Pâmela Oliveira e a gestora Erica Sara Bortoloti, além do gestor da 2ª Vara de Violência Doméstica de Cuiabá, Lourival de Lima Filho, e representando o Poder Executivo Regina Doy, Aline Lemes e Carlos Amorim.
Assessoria
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
Notícias Relacionadas
10/02/2026 13:07
TJMT e MPMT alinham compartilhamento de dados para fortalecer o Programa SEMEAR
21/08/2025 14:55
NCJUD e Seplag promovem encontro para fortalecer cooperação e inovação na gestão pública
11/09/2025 17:09
TJMT marca presença em encontro nacional e ressalta inovação na cooperação judiciária











