Primeiro Grau: mais de mil sentenças são proferidas durante o recesso forense
Mesmo durante o recesso de fim de ano, o Poder Judiciário de
Mato Grosso segue atuando de forma ininterrupta para garantir a apreciação de
demandas urgentes. Casos que envolvem serviços essenciais e o direito à vida
continuaram recebendo resposta rápida por meio do plantão judiciário,
demonstrando que a Justiça permanece acessível à população.
Um dos atendimentos ocorreu no plantão cível da Comarca de
Cuiabá, no início de janeiro, quando o Judiciário determinou o restabelecimento
imediato do fornecimento de água a uma família que estava há vários dias sem
abastecimento, apesar de estar em dia com as faturas. A decisão levou em
consideração a presença de uma criança pequena e de uma gestante na residência,
reconhecendo o risco à dignidade humana diante da interrupção de um serviço
essencial. A concessionária foi obrigada a normalizar o fornecimento em até 24
horas, sob pena de multa diária.
Outro exemplo de atuação durante o recesso ocorreu ainda no
mês de dezembro, no plantão cível da Comarca de Várzea Grande, envolvendo um
caso de extrema gravidade na área da saúde. Um paciente de 30 anos, internado
na Unidade de Pronto Atendimento de Poconé após sofrer traumatismo
cranioencefálico grave e politraumatismo, aguardava vaga em Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) e a realização de exames indispensáveis à sua sobrevivência.
Diante do risco iminente de morte, o juiz plantonista
concedeu tutela de urgência determinando que o Estado de Mato Grosso
providenciasse, no prazo máximo de 12 horas, a disponibilização de leito de UTI
adulto e a realização de tomografia computadorizada, inclusive em hospital da
rede privada, caso não houvesse vaga na rede pública. A decisão também previu
medidas para garantir o transporte adequado do paciente e o cumprimento
imediato da ordem judicial.
O recesso forense teve início no dia 20 de dezembro, com
retorno das atividades administrativas e jurisdicionais no dia 7 de janeiro. No
entanto, conforme o artigo 220 do Código de Processo Civil, os prazos
processuais e as audiências seguem suspensos até o dia 20 de janeiro de 2026.
Ainda assim, o funcionamento do plantão assegura a análise de pedidos que não
podem aguardar o expediente regular.
Os números do período confirmam a intensa atividade. Durante
o recesso, magistrados produziram 9.734 documentos processuais, sendo 1.167
sentenças, 5.948 decisões e 877 despachos. Já os servidores do Judiciário
elaboraram 41.701 documentos, entre certidões, intimações e diligências,
garantindo o andamento das demandas urgentes.
Os exemplos e os dados reforçam que o recesso forense não
representa a paralisação da Justiça. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso
mantém sua estrutura de plantão para assegurar direitos fundamentais, preservar
vidas e oferecer respostas céleres à sociedade sempre que a urgência exigir a
atuação imediata do Poder Judiciário.
Assessoria de Comunicação
CGJ-MT
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