Equipe do Laboratório de Inovação apresenta estrutura e disponibiliza serviços aos novos juízes
Os
35 novos juízes e novas juízas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT)
conheceram um pouco do que o Laboratório de Inovação – InovaJusMT pode oferecer
a eles em termos de serviços e parcerias para desenvolvimento de soluções
voltadas ao serviço judiciário, durante o Curso Oficial de Formação Inicial
(COFI), nesta terça-feira (10), na Escola Superior da Magistratura de Mato
Grosso (Esmagis-MT).
A juíza coordenadora do InovaJusMT, Joseane
Quinto Antunes e sua equipe apresentaram a história, a função e os serviços
oferecidos pelo Laboratório de Inovação do Judiciário mato-grossense,
destacando que inovações reconhecidas nacionalmente, como a ferramenta de inteligência
artificial LexIA e o Banco de Recuperações Judiciais – RecuperaJud, dentre
outras iniciativas, foram desenvolvidas com suporte do setor.
“São ideias simples - que a gente depende de
toda a infraestrutura do Tribunal, da equipe de TI, da Corregedoria e de tantos
outros atores que nos ajudam a desenvolver, como magistrados e servidores -, mas
que resolvem problemas que, muitas vezes, são invisíveis aos olhos de quem está
fora. O mais importante é que temos certeza de que estão impactando na
jurisdição”, disse a magistrada.
Na oportunidade, a juíza Joseane ressaltou
valores como empatia, criatividade, colaboração e ética como norteadores das
ações do InovaJusMT, que, conforme ela explicou, “é um espaço onde ideias se transformam
em soluções para aproximar o Judiciário da sociedade”, por meio da escuta,
tanto de quem faz parte do Judiciário quanto de seus usuários, e da revisão e
melhoria de processos de trabalho. Um exemplo é o esforço para disseminação da
linguagem simples, por meio de cursos, manuais e da série de vídeos “Entenda
sua Audiência”.
A coordenadora
do InovaJusMT também convidou os novos magistrados a se juntarem às mais de
1.500 pessoas capacitadas e mais de 76 laboratoristas formados pelo InovaJusMT.
“O Laboratório de Inovação é um lugar de colaboração de forma horizontal, com
práticas inovadoras, oficinas de design
thinking para resolução de problemas
complexos. A ideia é simplificar e tornar mais eficiente o serviço público. Quem
trabalha no Poder Judiciário, tanto magistrados quanto servidores, têm o apoio
do laboratório para desenvolver e resolver esses problemas”, enfatizou.
Colaborador
do InovaJusMT, o juiz Vinicius Paiva Galhardo compartilhou com os novos colegas
sua experiência junto ao espaço de experimentação. “Eu também tenho pouco tempo de magistratura e quando a gente ingressa e
escuta essas ideias, fica parecendo que é algo muito abstrato. A gente pensa: ‘vai
resolver o quê?’ Mas resolve muito! Eu costumo falar que são os problemas mais
simples que mais impactam. [...] De onde surgem as ideias inovadoras? Da gente.
Então, eu tenho aprendido que o laboratório é um lugar de coisas simples e são
as coisas simples que resolvem problemas reais”, disse.
Antes de tomar posse como juíza, Luana Wendt Ferreira Corrêa
da Costa era analista judiciária no TJMT e já conhecia a importância do
Laboratório de Inovação, mas destaca sua nova perspectiva no exercício da
magistratura. “Na assessoria, já percebia essa grande evolução que o
laboratório vem trazendo. Hoje, como magistrada, percebo como pequenas coisas
que eles estão atualizando, por exemplo o RecuperaJud, fazem efeito na
judicatura”, disse.
A magistrada também elogiou a qualidade da equipe do
InovaJusMT. “É um time muito competente. A gente conta as nossas dificuldades e
eles fazem questão de ouvir, assimilar e tentar resolver esse problema. Isso é
muito importante para a prestação jurisdicional”, comenta.
O juiz Victor
Hugo Sousa Santos, designado para a comarca de Vila Bela da Santíssima Trindade,
se mostrou satisfeito em saber que pode contar com um laboratório de inovação
para apoiar seu trabalho. “Eu acho muito positivo porque o trabalho de inovação
depende muito de quem cuida do negócio, quem cuida da área fim, que é o
magistrado, que tem a visão de quais são os problemas, quais são os pontos de
dor. E ao trazer-nos para juntos criarmos soluções através de departamentos
como esse, tenho certeza que o resultado será muito positivo para o Tribunal e
para todo jurisdicionado”.
Celly Silva / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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