Judiciário de MT fortalece prevenção e combate à violência contra a mulher com redes municipais
Denunciar é um passo decisivo, e Mato Grosso tem ampliado
os caminhos para que ele seja dado com segurança. Atualmente, o Estado conta
com 103 Redes de Enfrentamento à
Violência Doméstica Contra a Mulher, estruturadas com apoio da
Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar
no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT).
As Redes reúnem Judiciário, Ministério Público,
Defensoria Pública, forças de segurança, órgãos de assistência social, saúde,
educação e sociedade civil organizada. O objetivo é garantir atendimento
integrado, evitar a revitimização e assegurar que a mulher não percorra um
caminho solitário após denunciar a violência.
A desembargadora Maria
Erotides Kneip, coordenadora da Cemulher-MT, destaca que denunciar é
essencial e que a estrutura está preparada para acolher.
“É imprescindível denunciar. Hoje temos diversas maneiras
de fazer a denúncia chegar com competência e eficiência. Para isso, contamos
com Redes de plantão, com todas as entidades abertas para acolher a mulher
vítima de violência”, explicou.
Medidas
protetivas de urgência
A organização em rede também fortalece a efetividade das
medidas protetivas e amplia a resposta do Estado, tanto na prevenção, quanto na
punição dos autores de violência. Para transformar a denúncia em proteção
efetiva, Judiciário e Executivo de Mato Grosso validaram um fluxo técnico mais
integrado para as Medidas Protetivas de
Urgência (MPUs), fortalecendo a atuação das Redes de enfrentamento e
reduzindo o risco de falhas no percurso processual.
O fluxo começa com o pedido das MPUs na delegacia, segue
para análise e concessão judicial e avança para a fase considerada crítica: o
cumprimento da ordem de prisão ou outras medidas protetivas. Após a decisão do
magistrado, as MPUs são encaminhadas para a Central de Mandados, responsável
pela distribuição e controle da intimação.
Os novos fluxos foram construídos com uma visão “ponta a ponta”, buscando eliminar gargalos que possam comprometer a segurança da mulher. A iniciativa integra o Termo de Cooperação Técnica nº 27/2025 e aplica a metodologia de Gestão por Processos de Negócio (BPM), com foco na padronização, melhoria processual e fortalecimento da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
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Vitória Maria Sena
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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