Educação e conscientização fortalecem ações do Judiciário de MT no combate ao feminicídio
Na quinta e última reportagem da série Justiça pela Vida, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso
destaca iniciativas que vão além da atuação judicial tradicional e investem na
educação e na conscientização como caminhos essenciais para prevenir a
violência contra a mulher.
Com o tema “Justiça que educa e conscientiza”, a série especial apresenta projetos desenvolvidos em escolas e grupos reflexivos que buscam transformar comportamentos e reduzir a incidência de feminicídios. Em um programa de cinco minutos, a proposta é ampliar o debate sobre estratégias de prevenção e mostrar como o Judiciário tem atuado de forma integrada e proativa.
A atuação da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência
Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) tem sido fundamental nesse processo.
Atualmente, a rede conta com mais de cem unidades implantadas em Mato Grosso,
ampliando o acesso à proteção e ao suporte às vítimas de violência.
Para a juíza Maria Mazzarello, da Vara de Violência Doméstica de
Rondonópolis, a conscientização é um passo decisivo para reduzir os casos. “É
isso que a gente quer: que dentro de casa, nas empresas, sejam elas públicas ou
privadas, esses temas sejam trabalhados, para evitar essa grande quantidade de
casos de violência”, afirmou.
Outro destaque da reportagem é a implantação dos Grupos Reflexivos para
Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar, considerados uma importante
ferramenta para ressignificar conceitos e atitudes. O Tribunal de Justiça de
Mato Grosso já conta com 24 grupos em funcionamento em diferentes comarcas.
A coordenadora da Cemulher-MT, desembargadora Maria Erotides Kneip, ressalta
que o trabalho precisa começar desde cedo. “A ideia é preparar as crianças
desde a primeira infância, para que possamos formar adultos mais equilibrados,
conscientes e capazes de identificar e romper ciclos de violência”, destacou.
Nesse contexto, a campanha “A escola ensina, a mulher agradece –
aprender a respeitar transforma a sociedade” também ganha evidência. A
ação mobiliza estudantes do 1º ao 9º ano da rede pública, incentivando
reflexões por meio de atividades artísticas e culturais, utilizando o ambiente
escolar como instrumento de transformação social.
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José
Zuquim Nogueira, reforça o papel da educação na construção de uma sociedade
mais justa. “Estamos investindo nas crianças, com todo cuidado e atenção, para
que cresçam em um ambiente de paz, aprendendo a respeitar e valorizar o
próximo”, afirmou.
Patrícia Neves
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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