TJMT Inclusivo reunirá 1,4 mil participantes em Cuiabá para debater autismo e direitos de PcD
Cuiabá
sediará, nos dias 15 e 16 de abril, a primeira edição de 2026 do projeto “TJMT
Inclusivo: Autismo e Direito das Pessoas com Deficiência”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A
expectativa é reunir cerca de 1,4 mil participantes, entre magistrados,
operadores do Direito e profissionais da educação das redes municipal, estadual
e privada.
Na tarde
desta terça-feira (3), a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder
Judiciário realizou reunião de alinhamento com a Prefeitura de Cuiabá, Escola Superior
da Magistratura (Esmagis), Escola dos Servidores do Poder Judiciário e Coordenadorias de Infraestrutura e de Comunicação.
A abertura dos trabalhos foi conduzida pelo presidente do Tribunal,
desembargador José Zuquim Nogueira.
“O objetivo
do evento é qualificar quem atua no sistema de Justiça e na rede de
atendimento, para que o acolhimento e os encaminhamentos sejam os mais corretos
e respeitosos, garantindo direitos com mais segurança e efetividade. Também
queremos ampliar a conscientização da sociedade sobre o Transtorno do Espectro
Autista, combater preconceitos e fortalecer uma cultura de respeito às pessoas
com deficiência e às suas famílias”, afirmou o presidente.
Ele
acrescentou que a iniciativa está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional
de Justiça. “Essa ação reforça o compromisso do nosso Poder Judiciário com uma
Justiça mais acessível, inclusiva e humana, em cooperação com o Município e
demais instituições. Queremos que as famílias saibam que o Tribunal está
atento, aprendendo e trabalhando para ser parte da solução”, declarou.
A
vice-presidente do Tribunal e presidente da Comissão de Acessibilidade e
Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de
Carvalho, destacou que a programação foi estruturada de forma
estratégica.
“No dia 15,
no Fórum da Capital, vamos direcionar as atividades aos operadores do Direito, magistrados,
promotores, defensores, advogados e servidores, para ampliar o conhecimento
técnico sobre as questões que envolvem o autismo. Precisamos compreender melhor
essa realidade, inclusive porque temos servidores e membros da magistratura que
vivenciam essa condição”, explicou.
A projeção é
de que no primeiro dia dos debates, participem cerca de 400 pessoas.
Sobre o
segundo dia do evento, que ocorrerá na Igreja Lagoinha Cuiabá, a desembargadora
enfatizou o foco na área educacional. “Nossa expectativa é reunir cerca de mil profissionais
da educação. Vamos convidar também a rede estadual e, de forma especial, a rede
privada, porque os professores lidam diariamente com os alunos e precisam estar
preparados para compreender e conduzir situações relacionadas ao Transtorno do
Espectro Autista”, afirmou.
A magistrada
ressaltou que episódios envolvendo incompreensão sobre comportamentos de
estudantes com TEA evidenciam a necessidade de formação contínua. “Muitas
vezes, o desconhecimento pode levar a interpretações equivocadas. Nosso
propósito é orientar e oferecer ferramentas para que o ambiente escolar seja
verdadeiramente inclusivo”, pontuou.
A juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, coordenadora
da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, também destacou a
importância de ampliar o debate para a rede privada de ensino.
“Temos
observado casos amplamente noticiados que demonstram a urgência de envolver
todas as instituições nessa discussão. A rede pública já desenvolve um trabalho
consistente, mas precisamos fortalecer o diálogo e a capacitação também no
setor privado”, defendeu a magistrada.
A iniciativa
contará ainda com a parceria do Centro Amar, espaço especializado no
atendimento de crianças autistas e neurodivergentes da rede municipal, além do
apoio de profissionais que atuam em 84 salas multifuncionais. A rede pública
municipal possui 172 unidades escolares.
Representando
o Gabinete do prefeito da capital, Abilio Brunini, a diretora especial de Núcleo
da Primeira-Dama, Grasiele Lopes Monteiro Moraes, destacou a importância da
atuação na primeira infância.
“É na
primeira infância que conseguimos detectar sinais e iniciar o acompanhamento
adequado. Hoje, o Município dispõe de fluxo estruturado: o professor identifica
possíveis indícios em sala de aula, a direção encaminha ao Centro Amar e a
criança passa por avaliação multidisciplinar com fonoaudiólogos, psicólogos e
outros profissionais especializados”, explicou.
Em 2025, foram realizadas
seis edições do TJMT Inclusivo, na capital mato-grossense, em Cáceres, Rondonópolis,
Sinop, Sorriso, e Rondonópolis. Em
Cuiabá foram realizadas duas edições do evento, destinado à capacitação dos
Cuidadores de Alunos com Deficiência (CAD).
Patrícia Neves / Foto: Maycon Xavier
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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