Escola dos Servidores - Estrutura física e acolhimento fazem a diferença
Nos bastidores da Escola dos
Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, um trabalho de organização
garante a qualidade da experiência presencial. Responsável pela preparação das
salas, o servidor João Carlos Machado, que todos conhecem como Seu João,
acompanha a trajetória da Escola desde os primeiros anos.
“Muitas pessoas viajam mais de
mil quilômetros para participar dos cursos. A gente se preocupa em oferecer um
ambiente organizado e acolhedor, porque isso faz toda a diferença”, comenta.
Com mais de quatro décadas de
serviço público, ele destaca o crescimento dessa unidade. “Hoje temos muito
mais capacitações e estrutura. É gratificante ver o quanto a Escola evoluiu e
continua contribuindo para o desenvolvimento dos servidores”, conta seu João.
Essa percepção também é
compartilhada por quem participa das formações. A gestora do Cejusc de
Primavera do Leste, Marina Soares Vital Borges, ressalta que a experiência com
a Escola dos Servidores sempre foi marcada pela qualidade da estrutura e pelo
acolhimento da equipe.
“Minha experiência com as capacitações sempre
foi muito positiva. O ambiente aqui é muito bom, a estrutura e também o
atendimento de toda a equipe da Escola dos Servidores, em termos de organização
e acolhimento das pessoas, é excelente”, destaca.
Planejamento baseado em demandas reais
Inaugurada em 2008, a Escola dos
Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso tem como missão desenvolver
competências e aprimorar continuamente o desempenho dos profissionais. Toda a
estrutura é organizada a partir de um planejamento estratégico que considera
tanto diretrizes institucionais quanto necessidades práticas das unidades
judiciárias.
Luciana Castrillon da Fonseca
Salema, que é gestora de acompanhamento de cursos, conta que as capacitações
são construídas de forma colaborativa. “As demandas chegam de diversas áreas do
Tribunal, das comarcas e dos próprios servidores. A partir disso, estruturamos
as capacitações sempre com foco na necessidade, viabilidade e no impacto que
isso trará ao jurisdicionado”, explica.
Além disso, o planejamento
considera diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), metas
institucionais e avaliações realizadas pelos próprios participantes após os
cursos. Outro diferencial é a valorização dos talentos internos. “Trabalhamos
muito com instrutores internos, valorizando o conhecimento do próprio servidor,
que compartilha sua experiência e contribui para a construção coletiva de
soluções”, comenta a Luciana.
Para Marina Soares Vital Borges,
esse cuidado também aparece na forma como os cursos são organizados ao longo do
tempo, permitindo que o servidor avance em etapas e construa uma trajetória de
desenvolvimento.
“O mais interessante é o respeito
e o cuidado que a Escola tem de inserir o servidor em trilhas de aprendizagem.
Você faz formações básicas e, na sequência, vai se qualificando e atingindo
outras capacitações e especializações. Eu percebo esse cuidado com o
atendimento aqui na Escola dos Servidores”, relata.
Capacitação que transforma a prática
Mais do que ampliar conhecimento,
os cursos oferecidos pela Escola têm impacto direto no trabalho realizado nas
unidades judiciárias. Marina explica que, no caso do Cejusc de Primavera do
Leste, as formações ajudaram a transformar a forma de atuação da equipe e a qualidade
do serviço prestado ao cidadão.
“Os cursos foram determinantes em
todas as áreas. Quando comecei a me dedicar aos cursos de mediação e depois aos
de justiça restaurativa, eles transformaram totalmente a minha atuação e a
forma de trabalho. Mudou o atendimento que a minha unidade pode oferecer”,
afirma.
Segundo ela, a qualificação de
mais servidores também permitiu ampliar as práticas desenvolvidas no município.
“Na minha cidade existem outros servidores qualificados, então nós podemos
fazer atividades circulares em várias áreas porque fomos qualificados para
isso. Os cursos transformaram não só a minha atuação, mas também o atendimento
que a unidade presta ao cidadão”, completa.
Ensino presencial e on-line ampliam oportunidades
A estrutura da Escola também se
destaca por conciliar formações presenciais, cursos on-line e ensino a
distância, ampliando o acesso de servidores de todas as comarcas. Para Marina,
os dois formatos são importantes e se complementam, a depender da habilidade
que se pretende desenvolver.
“Eu já participei de cursos
presenciais, online e a distância. Os dois formatos são bons, mas é preciso
observar o tipo de curso e a competência que vai ser desenvolvida. Para
construir uma habilidade, como a de facilitador, o presencial é essencial. Já
para atualização e aquisição de conteúdo, o online atende perfeitamente”,
observa.
Ela também reforça a importância
do EaD para os servidores do interior. “O ensino a distância facilita
principalmente para mim, que sou servidora do interior, o acesso a várias
capacitações. Com certeza, os dois formatos têm seu valor”, pontua.
Valorização do servidor e melhoria da prestação jurisdicional
O coordenador da Escola dos
Servidores, Flávio de Paiva Pinto, destaca que a unidade cumpre um papel
estratégico dentro do Poder Judiciário ao fortalecer as competências dos
profissionais e, consequentemente, aprimorar os serviços entregues à população.
“Mais do que oferecer cursos, a
Escola dos Servidores consolida uma política institucional de valorização das
pessoas que fazem o Judiciário acontecer todos os dias. Ao investir em
qualificação contínua, o Tribunal reafirma seu compromisso com a excelência
tanto com os servidores como também com a sociedade mato-grossense”, ressalta.
Na avaliação de Marina, a
importância da Escola dos Servidores dentro da instituição é inegável,
justamente porque a qualificação reflete diretamente na melhoria da prestação
de serviços.
“A importância da Escola dos
Servidores é enorme dentro da instituição. Foi através dos cursos que não só
eu, mas outras pessoas da minha equipe fizeram aqui, que nós conseguimos
transformar a qualidade da prestação que levamos ao usuário. À medida que temos
qualificação, conseguimos atender melhor todos os casos que são apresentados
para nós”, conclui.
Ana Assumpção
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br











