Explicando Direito debate desafios e perspectivas da judicialização da saúde com conselheira do CNJ
A
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) lançou hoje (10 de
abril) a 55ª edição do programa Explicando Direito, que aborda o tema “Os
desafios e perspectivas da judicialização da saúde”. O episódio conta com a
participação da conselheira do Conselho Nacional de Justiça Daiane Nogueira de
Lira e foi conduzido pelo juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, coordenador das
atividades pedagógicas da Escola.
A
entrevista foi gravada durante a passagem da conselheira por Mato Grosso, onde
participou do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde – Fonajus Itinerante,
iniciativa que promove o diálogo interinstitucional entre o sistema de Justiça
e os gestores da saúde pública e suplementar.
Na
entrevista, Daiane Lira destacou que a judicialização da saúde, por si só, não
pode ser compreendida como um problema, mas sim como um direito fundamental do
cidadão ao acesso à Justiça. Segundo ela, o alerta reside no excesso de
judicialização e em seus impactos sobre a sustentabilidade do sistema. “O
cidadão buscar a garantia do seu direito à saúde por meio do Poder Judiciário é
um direito fundamental. O problema surge quando essa judicialização se torna
excessiva e pode acabar impactando a sustentabilidade do sistema de saúde.”
A
conselheira ressaltou que muitos litígios na área da saúde são reflexo de
falhas estruturais na prestação do serviço. “A judicialização da saúde, muitas
vezes, é mais um resultado das falhas estruturais da própria prestação do
serviço de saúde. Por isso, é fundamental separar o que é demanda individual
legítima daquilo que revela problemas estruturais do Estado gestor”, explicou.
Durante
o programa, também foi abordado o papel do Poder Judiciário na formulação e
fortalecimento de políticas públicas. Para ela, a Justiça não deve substituir a
administração, mas atuar como indutora de soluções estruturais. “A Justiça deve
ser um caminho de efetivação do direito, mas principalmente um indutor do
fortalecimento das políticas públicas, para beneficiar toda a população e não
apenas casos individuais”, pontuou. “O CNJ é um coordenador de políticas
públicas judiciárias. Ele incentiva eficiência, celeridade, transparência e,
cada vez mais, tem assumido um papel de responsabilidade social da Justiça”, complementou.
Outro
ponto da entrevista foi a complexidade crescente das demandas de saúde, que
exigem dos magistrados constante atualização. “Julgar processos de saúde é cada
vez mais complexo. Envolve decisões vinculantes, orientações dos tribunais
superiores, conhecimentos médicos, tecnológicos e orçamentários”, observou.
Nesse cenário, a conselheira destacou o papel dos Núcleos de Apoio Técnico ao
Judiciário (NATJus), que fornecem subsídios técnicos aos magistrados. “Essa
atuação dá mais segurança jurídica e sanitária para que o magistrado possa
proferir decisões mais qualificadas”, avaliou.
O
Explicando Direito é uma produção da Esmagis-MT, em parceria com a
Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e tem como
missão disseminar conhecimento jurídico e social, aproximando a Justiça da
sociedade e contribuindo para a formação continuada da magistratura.
Clique aqui para assistir à íntegra da entrevista.
Para assistir às outras edições, acesse esse link.
Outras
informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos
telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação da Esmagis - MT
esmagis@tjmt.jus.br
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