Mutirão de Conciliação Ambiental atrai representantes de outros estados em busca de boas práticas
O Mutirão de
Conciliação Ambiental, cuja 8ª edição começou nesta segunda-feira (13) em
Cuiabá, não só tem se consolidado como ferramenta eficaz para a resolução de
infrações ambientais, como também está se tornando referência nacional. Com
previsão de realização de cerca de 200 audiências nesta edição, envolvendo
casos como desmatamento em área de reserva legal, uso irregular do solo e
necessidade de recomposição ambiental, a iniciativa tem chamado a atenção de
gestores de outros estados brasileiros. As audiências prosseguem até o dia 17
de abril.
Durante dois
dias de programação, representantes do Governo do Maranhão acompanham de perto
a dinâmica do mutirão. A comitiva é composta pela secretária adjunta de
Desenvolvimento Sustentável do Meio Ambiente do Maranhão, Karla Lima, e pela
chefe da assessoria jurídica, Laís Borges.
Segundo
Karla Lima, a visita técnica busca compreender, na prática, o funcionamento do
modelo mato-grossense, que tem apresentado resultados expressivos na
formalização de acordos e na resolução de passivos ambientais por meio da
conciliação.
“Estamos
aqui no mutirão da conciliação, eu e a chefe da nossa assessoria jurídica,
vendo as boas práticas. Esse mutirão já é um sucesso, a gente vê muitos acordos
sendo firmados. Então viemos conhecer de perto, ver como funciona na prática,
para que possamos implementar no Maranhão essas boas práticas que são
desenvolvidas aqui no Estado de Mato Grosso”, afirmou.
“Hoje, já
não se fala mais em poderes ou órgãos isolados, mas em um sistema de Justiça
integrado, atuando com um único propósito. Nesse modelo, Poder Executivo,
Ministério Público e Judiciário trabalham de forma conjunta, seja na repressão,
na fiscalização ou na cobrança, com a participação também do cidadão, dos
advogados e da Defensoria Pública. Com essa atuação coordenada, temos alcançado
resultados mais efetivos”, avalia o desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo Permanente
de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça
de Mato Grosso (TJMT).
“Cada caso é
analisado de forma individualizada, considerando a realidade econômica das
partes, a capacidade de pagamento e, sobretudo, o restabelecimento da atividade
produtiva e a proteção do meio ambiente”, finalizou.
A secretária
de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti enfatizou o caráter inovador do
mutirão, especialmente pela busca de soluções simplificadas voltadas aos
pequenos produtores rurais, segmento que, segundo ela, historicamente enfrentou
dificuldades no acesso à regularização ambiental.
“Nós
passamos a pensar em soluções mais simples e acessíveis, principalmente para os
pequenos produtores, e essa é uma das inovações desta oitava edição. Esse
projeto se tornou um modelo para o país porque reúne pessoas engajadas,
determinadas e comprometidas em entregar resultados concretos à sociedade”,
destacou.
Mauren ainda ressaltou que o modelo mato-grossense já desperta interesse nacional e vem sendo replicado em outros estados. “Esse é um formato exitoso, que atende não apenas à sociedade mato-grossense, mas ao Brasil como um todo. Estados como São Paulo, Pará e Mato Grosso do Sul já demonstram interesse, e outras unidades da federação vêm conhecer de perto essa experiência”, acrescentou.
Leia também:
Mutirão de Conciliação Ambiental fortalece integração institucional e amplia soluções consensuais
Patrícia Neves / Foto: Maycon Xavier
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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