Parceria entre instituições fortalece regularização ambiental e concilia produção com preservação
O 8º
Mutirão de Conciliação Ambiental reforça a cultura de acordos ao priorizar a
pacificação entre as partes, garantindo regularização ambiental,
desenvolvimento econômico e preservação dos recursos naturais. O mutirão foi
aberto oficialmente na manhã desta segunda-feira (13) pelo desembargador Mário
Kono, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de
Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), no Centro
Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc Ambiental) da Comarca de
Cuiabá, onde os trabalhos ocorrem entre os dias 13 e 17 de abril.
Ao
detalhar os objetivos da iniciativa, o magistrado destacou o caráter
colaborativo da ação. “Essa parceria vem sendo feita há algum tempo entre Sema,
Ministério Público, Procuradoria-Geral do Estado e TJMT no sentido de regularizar
as terras que, no decorrer do tempo, apresentaram algum tipo de problema
ambiental. Seja organizando para a recomposição da área, liberação de máquinas,
tornar apto e legal para a produção econômica. Ou seja, atende aos interesses
de todos os envolvidos”, afirmou.
Kono
também ressaltou que a proposta contempla diferentes interesses institucionais.
“Atende aos interesses de todos: do Ministério Público como fiscal da lei; do
Poder Executivo, como responsável pela fiscalização e cobrança das multas, com
facilidades de parcelamento e o que seja necessário para que todos possam sair
ganhando nesse acordo”, disse.
O
desembargador enfatizou ainda o alcance social da iniciativa. “A sociedade é
beneficiada: você tem desde o pequeno produtor, até o grande. No caso do
pequeno, em regime de subsistência, a área tem que ser liberada dentro de certo
limite legal e de área; a produção econômica aumenta e o meio ambiente é
preservado”, concluiu.
Parceria
Coordenado
pelo Cejusc Ambiental, o mutirão reúne esforços do Tribunal de Justiça de Mato
Grosso (TJMT), por meio do Nupemec, em parceria com a Secretaria de Estado de
Meio Ambiente (Sema), Ministério Público Estadual, Procuradoria-Geral do Estado
e Polícia Judiciária Civil. A ação visa a regularização de passivos ambientais
por meio do diálogo e da construção de soluções consensuais.
A expectativa é de que cerca de 200 procedimentos relacionados a autos de infração ambiental, previamente cadastrados no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) como Registros Pré-Processuais (RPPs), sejam analisados durante a ação. Os casos serão submetidos a tentativas de conciliação, com foco na formalização de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), promovendo a reparação de danos e contribuindo para uma resposta mais ágil e eficaz às demandas ambientais.
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Patrícia Neves / Foto: Maycon Xavier
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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