TJMT investe na formação de gestores para fortalecer cultura ética no Judiciário
A construção de um ambiente institucional mais
ético, transparente e alinhado às demandas da sociedade contemporânea passa,
cada vez mais, pela formação de lideranças. Com esse foco, o Tribunal de
Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Programa Integridade e Compliance do
Judiciário estadual, promoveu, nesta quinta (09) e sexta-feira (10), o curso
“Compliance para Lideranças Estratégicas”, reunindo gestores e servidores na
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
A capacitação foi conduzida pelo especialista em Compliance e
Integridade Corporativa Bruno Galvão Ferola, e integra as ações do Comitê
Gestor do Programa de Integridade e Compliance do TJMT, instituído pela
Portaria nº 1982/2025. O colegiado tem a missão de coordenar a implementação de
diretrizes voltadas à transparência, ética, imparcialidade e probidade no
âmbito do Judiciário estadual.
Cultura de integridade começa
pela liderança
Durante os dois dias de curso, foram abordados
temas essenciais para o fortalecimento institucional, como a Lei Anticorrupção,
comportamentos adequados no ambiente de trabalho, prevenção ao assédio moral e
sexual, além de governança e sustentabilidade.
Segundo o palestrante, o TJMT já desponta como
referência ao investir na construção de uma cultura estruturada de integridade.
“O curso veio para sensibilizar e oferecer instrumentos práticos para as
lideranças que atuam no dia a dia. É fundamental que o Tribunal esteja
atualizado em relação às normativas e, principalmente, aos comportamentos
esperados em uma sociedade cada vez mais digital”, destacou Bruno Ferola.
Ele ressaltou ainda que o compliance não atua
apenas de forma preventiva, mas também reativa. “Não se pode expor pessoas, mas
é essencial deixar claro quais comportamentos não são aceitáveis. Se houver
desvio, ele precisa ser corrigido. É um processo contínuo, de ação e reação,
que contribui para a construção de uma cultura mais íntegra”.
Do comportamento cotidiano ao
ambiente institucional
Um dos pontos abordados durante a formação foi a
diferenciação entre tipos de conduta no ambiente de trabalho. O especialista
explicou que opiniões pessoais, quando não ofensivas, fazem parte da
convivência, mas alertou para comportamentos que podem evoluir para situações
mais graves.
Comentários indiretos ou “alfinetadas”, por
exemplo, já geram desconforto e precisam ser corrigidos desde o início. Já
atitudes direcionadas a pessoas ou grupos com caráter discriminatório,
configuram comportamentos ofensivos e podem criar ambientes tóxicos.
Ferola também destacou que a omissão diante de
condutas inadequadas pode agravar o problema, abrindo espaço para casos de
assédio moral e até sexual. “Muitas vezes, esses comportamentos estão ligados a
relações de poder. Por isso, não devem ser tratados de forma isolada”, pontuou.
Como estratégia, ele orientou líderes a adotarem
uma comunicação mais empática e construtiva, com foco no diálogo, na escuta
ativa e na busca por soluções coletivas. “Uma pergunta simples como ‘como posso
te ajudar?’ pode fazer toda a diferença.”
Programa avança e busca
engajamento institucional
Coordenador geral do Comitê Gestor do Programa de
Integridade e Compliance, o desembargador Jones Gattass Dias destacou que a
iniciativa marca um momento importante para o Tribunal. “O Comitê é recente e
estamos iniciando as primeiras ações. Esse curso surgiu dentro desse contexto,
para que as lideranças comecem a se aprofundar no tema e contribuam com esse
processo”. O Programa foi instituído pela Resolução TJMT/OE N. 16/2025.
O magistrado reforçou que a efetividade do programa
depende do comprometimento de todos. “A mudança começa pela autoadministração.
Com o tempo, as pessoas passam a se identificar com o programa, criando um
sentimento de pertencimento e fortalecendo a imagem institucional”.
Entre as próximas ações, o desembargador destacou a
elaboração do Código de Conduta, que está em fase de análise e deve orientar as
práticas internas do Tribunal.
A diretora-geral do TJMT, Andréa Marcondes também
ressaltou a importância da iniciativa. “A criação do Comitê é fundamental para
fortalecer a transparência, a ética e a confiança da sociedade no Judiciário. O
curso foi extremamente positivo e resgata valores essenciais da instituição”.
Para a vice-diretora-geral, Renata Bueno, o momento
é de consolidação. “O evento traz reflexões importantes para a liderança e
reforça a necessidade de criar uma cultura de fazer o certo no dia a dia. É um
trabalho que já vem sendo desenvolvido e que agora ganha mais força”.
Já a coordenadora de Gestão de Pessoas, Claudenice Dejane Farias da Costa, destacou o impacto prático da formação.
“É uma
oportunidade valiosa. Essas ações refletem diretamente na sociedade, pois
fortalecem a imagem e a credibilidade do Judiciário. O programa vem para
integrar diversas iniciativas e estruturar um modelo mais completo, alinhado
inclusive às diretrizes da Agenda 2030 da ONU”, concluiu.
Roberta Penha / Foto: Maycon Xavier
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br











