Comarca de Feliz Natal compartilha conhecimento sobre o “Entrega Legal”
A adoção de crianças e
adolescentes é tema recorrente neste mês nas comarcas de todo o país. Maio,
considerado o “Mês da Adoção”, mobiliza o Judiciário brasileiro em torno da
conscientização sobre o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar.
Na Comarca de Feliz Natal, o Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio,
foi marcado pelo compartilhamento de conhecimento para fortalecer a rede de
proteção.
O titular da Vara da Comarca,
juiz Fernando Akio Maeda, ministrou palestra sobre o Programa Entrega Legal a
servidores do Conselho Tutelar, da Assistência Social e da Secretaria Municipal
de Saúde. O foco foi a atuação humanizada e a aplicação correta das etapas do
programa, coordenado pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja),
vinculada à Corregedoria-Geral da Justiça do Poder Judiciário, que também
coordena o Programa Adoção Legal.
O magistrado explicou que durante
o encontro foram esclarecidas dúvidas sobre os procedimentos previstos na
legislação, além de reforçada a importância do acolhimento respeitoso às
gestantes ou mães que, por diferentes circunstâncias, optam pela entrega voluntária
do bebê para adoção.
“O encontro foi extremamente
importante, especialmente porque a rede de apoio ainda possuía algumas dúvidas
sobre o Entrega Legal. Tivemos a oportunidade de esclarecer o procedimento,
reforçar a importância do acolhimento humanizado às mães e destacar a necessidade
de tratar o tema sem qualquer preconceito ou estigma, sempre com respeito,
sensibilidade e observância da legislação”, afirmou o magistrado.
A iniciativa também destacou a
importância da adoção legal como instrumento de garantia de direitos, proteção
e construção de vínculos afetivos seguros para crianças e adolescentes
acolhidos em instituições no estado.
Dados do Sistema Nacional de
Adoção e Acolhimento (SNA) apontam que, atualmente, 65 crianças estão aptas
para adoção em Mato Grosso, enquanto há 627 pretendentes habilitados. O estado
contabiliza ainda 608 crianças e adolescentes acolhidos, a maioria em serviços
de acolhimento institucional.
A discrepância nos números ocorre
porque, apesar do avanço das políticas públicas e das campanhas de
conscientização, o perfil mais procurado pelas pessoas habilitadas à adoção
ainda se concentra em bebês ou crianças de até cinco anos, sem irmãos e sem problemas
de saúde. A realidade, porém, é diferente. Grande parte das crianças e
adolescentes aptos para adoção é formada por grupos de irmãos, crianças mais
velhas ou com necessidades específicas.
Esse descompasso contribui para a
permanência prolongada em instituições de acolhimento e reforça a necessidade
de ampliar o debate sobre adoção tardia, adoção de grupos de irmãos e adoção
inclusiva.
Saiba mais sobre o processo de
adoção e de entrega voluntária para adoção no hotsite da Ceja: https://ceja.tjmt.jus.br/
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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