Judiciário e Ampara lançam Mês Nacional da Adoção com foco em celeridade e proteção à infância
O Poder Judiciário de Mato Grosso realizou a
abertura oficial do Mês Nacional da Adoção. O evento ocorreu na tarde de
segunda-feira (4), no Fórum de Cuiabá, reuniu magistrados, representantes de
instituições públicas e da rede de proteção à infância, reforçando o
compromisso coletivo com a garantia do direito de crianças e adolescentes à
convivência familiar.
A solenidade contou com a presença da juíza
auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão,
representando o corregedor-geral, desembargador José Luiz Leite Lindote; da
juíza auxiliar da Presidência, Christiane da Costa Marques Neves, representando
o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquin
Nogueira; da diretora do Foro da Capital, Hanae Yamamura de Oliveira; da
fundadora e vice-presidente da Ampara, Lindacir Rocha Bernardon; da prefeita de
Várzea Grande, Flávia Moretti; de Maria Cecília Alves da Cunha, representando a
Defensoria Pública; e da secretária municipal de Assistência Social, Direitos
Humanos e Inclusão, Helida V. de Oliveira.
Durante a abertura, a juíza Anna Paula destacou que
a proteção integral de crianças e adolescentes deve ser uma prioridade
permanente e articulada entre todas as instituições. Segundo ela, ao longo do
mês de maio, o Judiciário mato-grossense, em parceria com órgãos como
Ministério Público, Defensoria Pública, Ampara e demais integrantes da rede de
proteção, promoverá uma série de ações, incluindo capacitações, mutirões
processuais, encontros institucionais e campanhas de conscientização.
“O objetivo é garantir mais efetividade, celeridade
e sensibilidade às demandas que envolvem a infância e juventude. Cada processo
representa uma vida, uma criança ou adolescente que aguarda a oportunidade de
crescer em um ambiente familiar seguro e acolhedor”, afirmou.
A magistrada também ressaltou que o Estado possui
um número significativo de crianças e adolescentes em acolhimento
institucional, além de pretendentes habilitados à adoção, o que evidencia a
necessidade de fortalecer a cultura da adoção e ampliar a compreensão social
sobre o tema. “A adoção deve ser entendida como um ato de responsabilidade,
cuidado e construção de vínculos”, pontuou.
Representando a Presidência do TJMT, a juíza
Christiane da Costa Marques Neves destacou a necessidade de dar visibilidade às
crianças e adolescentes em acolhimento e reforçou a responsabilidade dos
magistrados na condução célere dos processos. Segundo ela, o tempo da criança
não pode ser ignorado, sendo fundamental evitar permanências prolongadas nas
instituições.
A programação do Mês Nacional da Adoção em Mato
Grosso segue até o fim de maio, com ações em todas as comarcas do Estado. Entre
as iniciativas estão o mutirão “Aprimoramento Processual da Adoção”,
capacitações sobre o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), encontros
estaduais e campanhas voltadas à conscientização da sociedade.
A secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária
de Adoção (Ceja-MT), Elaine Zorgetti Pereira, destacou que a abertura do mês
representa um chamado à sociedade para olhar com mais atenção às crianças e
adolescentes que aguardam por uma família.
“Esse momento representa um cuidado especial com
nossas crianças e adolescentes que estão aguardando por uma família. É uma
oportunidade de dar visibilidade a essas histórias e sensibilizar a sociedade
para o acolhimento e a adoção. Precisamos promover essa mobilização, esclarecer
os pretendentes e mostrar que essas crianças estão prontas para serem amadas e
cuidadas”, afirmou.
Elaine também ressaltou a importância das ações
programadas ao longo do mês. “Teremos uma série de atividades, como
capacitações, encontros e campanhas, além de semanas específicas de
conscientização, como a Semana Estadual sobre Entrega Voluntária e a Semana
Nacional da Adoção. Tudo isso para fortalecer a rede de proteção e ampliar o
entendimento sobre a adoção legal”, completou.
A vice-presidente da Ampara, Lindacir Rocha
Bernardon, trouxe uma reflexão sobre os desafios emocionais que envolvem o
processo de adoção. “A adoção é cercada de dores: a dor da genitora, que muitas
vezes entrega seu filho em condições difíceis; a dos pretendentes, que
enfrentam a ansiedade da espera; a dos operadores do Direito, diante de
decisões delicadas; e, principalmente, a dor da criança, que precisa se adaptar
a uma nova realidade familiar”, destacou.
Ela também enfatizou a importância da atuação do
Judiciário. “A adoção só se concretiza com a sentença judicial. Por isso, a
solução jurídica é essencial para garantir segurança e efetividade a esse processo”,
completou.
A mobilização também integra o Mês da Infância
Protegida, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que busca
fortalecer a atuação do Judiciário e da rede de proteção no enfrentamento à
violência contra crianças e adolescentes.
O encerramento das atividades coincide com o Dia
Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio, data que reforça a importância de
assegurar a todas as crianças e adolescentes o direito fundamental de viver em
família, com dignidade, proteção e afeto.
Assessoria de Comunicação / Foto: Alair Ribeiro
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