Judiciário de Mato Grosso e CNJ capacitam magistrados e servidores na Plataforma Socioeducativa
Teve
início nesta quarta-feira (20) o Curso de Implementação e Operacionalização da
Plataforma Socioeducativa (PSE) no Poder Judiciário de Mato Grosso, com o
objetivo de capacitar magistrados (as), assessores (as) e gestores (as) das
Varas Especializadas da Infância e Juventude e com competências mistas no novo
sistema de informações, que substitui o Cadastro Nacional de Adolescentes em
Conflito com a Lei (CNACL).
A
iniciativa está alinhada a diretriz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e será
realizada pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e pela Escola dos
Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso. Com formato semipresencial, o
primeiro dia de curso contou com palestras e aula prática presenciais. Nesta
quinta e sexta-feira (21 e 22), as aulas práticas seguem de forma on-line.
Durante
a abertura do curso, o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal
destacou a satisfação em receber a equipe do CNJ para capacitar magistrados
e servidores na Plataforma Socioeducativa. “Nosso cotidiano é na plataforma
digital, então, esse é mais um ganho, mais um passo que é dado pelo Poder Judiciário
em busca de uma otimização do sistema socioeducativo, por via dessa nova
plataforma digital”, disse.
O coordenador-adjunto
do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do
Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, desembargador Ruy
Muggiati, explica que a Plataforma Socioeducativa unifica todos os processos de
execução de medida socioeducativa com procedimentos uniformizados e com todos
os dados dentro de um banco nacional. “Isso faz com que eles possam ser
tratados, analisados e passem a servir como base para as ações necessárias, que
são desenvolvidas no âmbito de políticas públicas para o atendimento de
direitos da população juvenil”, afirma.
Além
disso, conforme o representante do CNJ, com essa integração dos processos a
Plataforma Socioeducativa proporciona um ganho em organização e cruzamento de
dados, “possibilitando que sejam feitas as correções necessárias, as
duplicidades vão ser rapidamente encontradas e isso vai trazer maior
transparência e maior segurança para o sistema socioeducativo. E tudo isso vem
em benefício das pessoas que constituem o público-alvo, que são os próprios
adolescentes e as adolescentes desse sistema”.
O
Tribunal de Justiça de Mato Grosso é o oitavo do país a ser contemplado pelo
CNJ com a implantação da Plataforma Socioeducativa.
Conforme
o desembargador Orlando de Almeida Perri, supervisor do Grupo de
Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Poder
Judiciário (GMF-MT), o sistema atualmente utilizado é muito antigo e
fragmentado. “Agora o CNJ, procurando unificar todo o sistema socioeducativo no
país, criou essa plataforma, inclusive para a melhor confiabilidade dos dados.
Nós, por exemplo, temos que implantar a Central de Regulação de Vagas e isso só
é possível através de um sistema como esta plataforma que está sendo implantada”,
comenta.
A juíza
coordenadora do Eixo Socioeducativo do GMF-MT, Leilamar Rodrigues, destaca o Curso
de Implementação e Operacionalização da Plataforma Socioeducativa como um
momento decisivo. “Nós temos uma expectativa muito grande quanto a essa
plataforma porque ela está acoplada ao PJE e nos ajudará a dimensionar melhor o
nosso trabalho no cumprimento das medidas socioeducativas. Vamos poder
trabalhar tanto o processo de conhecimento, quanto o processo de execução
dentro dessa plataforma”, afirma.
A
magistrada aponta ainda para a importância da automação de muitas tarefas que,
no antigo sistema, eram feitas de forma manual. “A Plataforma Socioeducativa
vai trazer muitos dados, muitos alertas quanto aos prazos de cumprimento de
internação provisória, por exemplo, que é de 45 dias e que não pode ser
ultrapassado. Então, vai melhorar muito. Com certeza, a plataforma será um
avanço muito grande para o sistema socioeducativo”, avalia.
Celly Silva / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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