Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos
Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o
auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se
transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação
social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade,
tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de
Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis,
ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e
Justiça Restaurativa.
Logo no início da fala, o magistrado destacou sua
ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional
entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é
diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade.
É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e
trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.
O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel,
ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as
instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do
Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores
importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo,
equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.
Direitos fundamentais e cidadania
Durante a primeira parte da palestra, o juiz
Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à
Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.
O magistrado explicou aos militares que o acesso à
Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a
importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso
à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e
compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”,
disse.
Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei
também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de
Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da
proteção dos direitos individuais.
Exército e Judiciário pela
pacificação social
O magistrado também relacionou a atuação do
Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro,
como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem
institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador
e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se
necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o
Judiciário busca hoje”, afirmou.
Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou
que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para
transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida
do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de
compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”,
concluiu.
Roberta Penha / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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