Círculos de Paz transformam diálogo em ferramenta de acolhimento em escola de Várzea Grande
Escutar,
acolher e fortalecer vínculos. É por meio dessas ações que estudantes da Escola
Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande,
estão vivenciando uma experiência que vai além da sala de aula. A unidade foi
escolhida para receber o projeto Raízes da Paz: Cultivando Diálogo e
Fortalecendo Vidas, iniciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e
Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Várzea Grande, em parceria com a Secretaria
Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).
A
escola funciona como unidade piloto do projeto, que prevê encontros periódicos
com estudantes, professores, servidores e famílias ao longo de 2026. A proposta
é criar espaços seguros de escuta e reflexão, contribuindo para o
fortalecimento das relações e para a construção de um ambiente escolar mais
acolhedor.
De
acordo com o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea
Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a iniciativa foi direcionada
inicialmente para unidades escolares que enfrentam maiores desafios sociais. “O
objetivo do projeto é trabalhar inicialmente com as escolas mais vulneráveis.
Vamos aplicar o método que estabelecemos no CEJUSC e, após avaliar os
resultados, estudar formas de ampliar, aperfeiçoar e replicar essa experiência.
A ideia é humanizar e melhorar o ambiente das escolas que apresentam mais
dificuldades, especialmente aquelas onde há relatos de adolescentes envolvidos
em atos infracionais”, destacou o magistrado.
Desde
o início do ano, a equipe do projeto realizou reuniões de planejamento, visitas
técnicas, ações de sensibilização da comunidade escolar e encontros com pais e
responsáveis. Em março, foram iniciados os Círculos de Construção de Paz com os
estudantes do Ensino Fundamental II, conduzidos por facilitadores capacitados
em Justiça Restaurativa.
Acolhimento
que gera transformação
Para
a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, o
projeto tem contribuído para identificar e compreender as dificuldades
enfrentadas pelos alunos, muitos deles em situação de vulnerabilidade social. “Fomos
agraciados com esse trabalho voltado para nossas crianças. Temos alunos que
vivem realidades muito difíceis e os círculos têm sido fundamentais porque
permitem identificar suas dores e trabalhar questões sociais, psicológicas,
afetivas e emocionais. Esse atendimento está ajudando as crianças, a escola e
toda a comunidade”, afirmou.
Segundo
a gestora, as atividades têm proporcionado um importante processo de
acolhimento e fortalecimento emocional dos estudantes. “Não temos como passar
pela vida dessas crianças sem oferecer acolhimento e oportunidades de
transformação. É isso que estamos recebendo com esse trabalho desenvolvido na
escola”, completou.
A
programação prevê a realização de novos círculos ao longo do ano, sendo
concluída com uma solenidade de encerramento, em novembro. A expectativa é que
os resultados obtidos na unidade sirvam de base para a expansão da iniciativa
para outras escolas da rede municipal.
Roberta Penha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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