Mediação judicial ganha reforço com capacitação de gestores e servidores
O
Poder Judiciário de Mato Grosso concluiu, na última segunda-feira (1), mais uma
edição do Curso de Formação em Mediação Judicial, promovido pelo Núcleo
Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). A
capacitação, realizada entre os dias 19 de maio e 2 de junho, na modalidade
on-line, foi destinada a gestores e servidores que atuam nos Centros
Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de todo o estado.
O
objetivo da formação foi fortalecer a qualificação técnica das equipes,
aprimorar a atuação nas unidades e contribuir para a melhoria dos serviços
prestados à população no âmbito da política da consensualidade. Durante a etapa
teórica, os participantes tiveram acesso a conteúdos relacionados à Teoria do
Conflito, Comunicação Não Violenta, Escuta Ativa, Negociação, Ética,
Imparcialidade e Técnicas de Mediação Judicial.
Sob
a presidência do desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira e a coordenação
da juíza Cristiane Padim da Silva, o Nupemec atua no planejamento, coordenação
e aperfeiçoamento da política de consensualidade no âmbito do Poder Judiciário
mato-grossense.
Para
o gestor-geral do Núcleo, Sebastião José de Queiroz Júnior, a capacitação
representa um investimento direto na qualidade do atendimento prestado à
sociedade.
“A formação dos gestores e servidores que atuam nos CEJUSCs do Poder Judiciário de Mato Grosso é essencial para que o cidadão seja acolhido com técnica, escuta e sensibilidade. A Resolução CNJ n. 125/2010 reforça a importância de servidores capacitados para a triagem e o encaminhamento adequado dos conflitos. Capacitar pessoas é fortalecer uma Justiça mais humana, eficiente e próxima da sociedade”, destacou.
Um
dos instrutores do curso e gestor de capacitação do Nupemec, Carlos Mar Ayc
Campelo ressaltou que a capacitação permanente é fundamental para garantir a
qualidade e a atualização dos serviços prestados pelos Centros Judiciários.
“A
mediação exige habilidades técnicas, comunicacionais e emocionais que precisam
ser constantemente aperfeiçoadas diante das transformações sociais e das novas
demandas apresentadas ao Judiciário. A formação fortalece a política de
consensualidade ao preparar profissionais aptos a atuar de forma técnica, ética
e alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça”, afirmou.
Já
a instrutora Beatriz Monteiro Scaff destacou que a capacitação é uma exigência
legal e condição indispensável para a implementação da política pública de
autocomposição.
“A
autocomposição só pode ser ofertada de forma regular, segura e em conformidade
com a legislação quando conduzida por mediadores devidamente capacitados. Por
isso, buscamos assegurar que os profissionais do sistema de justiça estejam
tecnicamente habilitados, garantindo qualidade, legalidade e efetividade na
prestação do serviço à população”, explicou.
Aprimoramento
profissional
Entre
os participantes da formação, o analista judiciário do Cejusc Itinerante,
Caymmi Sousa e Silva destacou a importância do curso para a atuação cotidiana
nas unidades.
“Ao
assumir a gestão de um Centro Judiciário, identifiquei a necessidade de
aprofundar conhecimentos práticos e teóricos sobre técnicas de mediação para
qualificar os serviços oferecidos à comunidade. A mediação promove habilidades
de comunicação não violenta, respeito mútuo e negociação, fortalecendo a
cultura de paz e prevenindo a escalada de conflitos futuros”, avaliou.
A
gestora do Centro Judiciário de Alto Garças, Naiara Rodrigues Goes afirmou que
a capacitação contribuirá diretamente para a qualidade do atendimento prestado
aos cidadãos.
“Minha
expectativa é aprender técnicas de escuta e diálogo que contribuam para o
atendimento no Cejusc, garantindo que as pessoas se sintam acolhidas e ouvidas.
A mediação mostra às pessoas que elas mesmas têm o poder de resolver seus
conflitos. Quando o servidor passa por uma capacitação adequada, o atendimento
torna-se mais humanizado e gera mais confiança no Judiciário”, ressaltou.
Após
a conclusão da etapa teórica, os participantes seguirão para a fase prática
supervisionada, requisito indispensável para a certificação na formação de
mediadores judiciais. Nessa etapa, os alunos terão a oportunidade de acompanhar
e atuar em situações reais de mediação, sob orientação de instrutores
habilitados, consolidando os conhecimentos adquiridos e desenvolvendo segurança
técnica para futura atuação nos Cejuscs do estado.
Ana Assumpção
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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