Roda de conversa promove reflexão sobre racismo e comunicação institucional
A
comunicação institucional tem papel fundamental na construção de uma sociedade
mais justa, inclusiva e respeitosa. Com esse propósito, o Comitê de Promoção da
Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) promoveu, nesta
terça-feira (16), uma roda de conversa sobre letramento racial voltada aos
servidores, estagiários e colaboradores da Coordenadoria de Comunicação da
instituição.
A
atividade, realizada na Escola dos Servidores, teve como objetivo aperfeiçoar
as práticas de comunicação institucional sob a perspectiva da equidade racial,
contribuindo para a produção de conteúdos alinhados às diretrizes do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) e às políticas de promoção da diversidade
desenvolvidas pelo Judiciário mato-grossense.
Durante
o encontro, a consultora do Comitê de Promoção da Equidade Racial, professora e
doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, destacou a importância estratégica da
comunicação na consolidação das políticas de inclusão. “A comunicação é a
coluna vertebral das instituições. Precisamos ter cada vez mais cuidado com as
terminologias, as imagens, os enquadramentos e as mensagens que produzimos.
Nosso objetivo é fortalecer uma comunicação eficiente, respeitosa e alinhada
aos protocolos de equidade”, afirmou.
Segundo
a especialista, o letramento racial permite identificar expressões e práticas
naturalizadas ao longo do tempo que podem reproduzir preconceitos ou
estereótipos, ainda que de forma involuntária. “Produção de conteúdo, rede
social, qualquer manifestação da linguagem deve ser parceira desse
enfrentamento antirracista. É importante utilizar uma linguagem acessível,
cuidadosa e eliminar expressões que carregam sentidos discriminatórios ou que
reforçam estigmas”, explicou.
Comunicação
como ferramenta de transformação
O
coordenador da Comunicação do TJMT, Álvaro Marinho, ressaltou que o encontro
representa uma oportunidade de reflexão e aprimoramento profissional para todos
os integrantes da área. “Para quem trabalha com informação, linguagem e
comunicação, este é um momento de extrema importância. Precisamos compreender
nossa história, identificar práticas que ficaram enraizadas ao longo do tempo e
aperfeiçoar a forma como nos comunicamos. Isso contribui para uma instituição
mais consciente e inclusiva”, destacou.
A
programação abordou temas como racismo estrutural, racismo recreativo, vieses
inconscientes, comunicação antidiscriminatória, representatividade e a
responsabilidade dos comunicadores na construção de narrativas mais inclusivas.
Formação
permanente
De
acordo com a consultora do Comitê de Promoção da Equidade Racial, professora
Silviane Ramos, a iniciativa representa um avanço importante por aproximar o
debate das rotinas específicas da área de comunicação. “Setorizar essa formação
é um grande avanço. Estou muito satisfeita com a participação dos servidores e
colaboradores. Tenho certeza que isso fará a diferença no dia a dia e
fortalecerá o enfrentamento à discriminação, ao assédio e ao racismo por meio
das ferramentas que a própria comunicação oferece”, avaliou.
Para
a diretora de Imprensa e Novas Mídias do TJMT, Cirlene Lopes, a roda de
conversa proporcionou um momento de reflexão e aprendizado sobre expressões que
muitas vezes são reproduzidas sem que as pessoas percebam sua origem ou
impacto. “Foi uma reflexão extremamente importante. Tivemos a oportunidade de
ouvir, tirar dúvidas e compreender questões que, muitas vezes, foram
naturalizadas ao longo do tempo. A roda de conversa trouxe orientações não
apenas para a produção dos textos, mas também para os relacionamentos e para a
forma como nos comunicamos no dia a dia”, destacou.
Roberta Penha / Foto: Rodrigo Moura
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br











