Evento destaca consensualidade como solução mais rápida para litígios com o poder público
A
consensualidade como um novo caminho para os litígios com o poder público foi o
tema de um evento promovido pela Ordem do Advogados do Brasil – Seccional Mato
Grosso (OAB-MT), com a participação do Poder Judiciário de Mato Grosso. O
encontro aconteceu na terça-feira (21) e contou com exposição do Centro
Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Fazenda Pública.
Promovido
pelas Comissões de Direito Administrativo e de Mediação, Arbitragem e Justiça
Restaurativa da OAB-MT, o evento teve como expositores o juiz Bruno D’Oliveira
Marques, coordenador do Cejusc da Fazenda Pública e juiz auxiliar da Ouvidoria
do Poder Judiciário de Mato Grosso, e a servidora Juliana Rose Ishikawa da
Silva Campos, gestora judiciária no Cejusc da Fazenda Pública.
Também
estiveram presentes a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, o vice-presidente
da OAB-MT, Giovene Santin, e o procurador-geral da OAB-MT, Flávio Preza Daltro.
A
presidente Gisela Cardoso destacou a importância da iniciativa, que contou com
mais de 100 inscrições, na forma presencial e híbrida, demonstrando que a
Justiça Multiportas é uma realidade presente que deve ser objeto de diálogo
entre advogados privados, públicos e integrantes do sistema de justiça, sempre
na busca pela melhor prestação jurisdicional.
Durante
a conversa, os expositores apresentaram o funcionamento do Cejusc da Fazenda
Pública, legislação aplicável e reforçaram a importância dos métodos
consensuais na solução de conflitos envolvendo o Poder Público. Também foram
destacados temas já disponíveis para acordos, vantagens da conciliação e como
os casos podem ser levados ao Cejusc.
“Nossa
proposta é ampliar a utilização da autocomposição em processos que envolvem o
Poder Público. Quando incentivamos a conciliação não há renúncia de direitos,
mas sim o fortalecimento de um método totalmente seguro, com respostas mais
rápidas e adequadas para todas as partes envolvidas no processo”, avaliou o
juiz Bruno D’Oliveira Marques.
Os
participantes acompanharam ainda explicações sobre funcionamento do fluxo de
atendimento do Cejusc da Fazenda Pública, desde o encaminhamento das demandas
até a realização das audiências, homologação e cumprimento dos acordos. A
atuação dos advogados foi apontada como fundamental para estimular o diálogo,
orientar os clientes e construir soluções consensuais.
Conforme
apresentado, a autocomposição oferece vantagens para o cliente, advogados,
Fazenda Pública e também para o Poder Judiciário. Entre os benefícios estão
menos desgastes e incerteza processual, redução do tempo de tramitação,
economia ao erário, redução real do estoque processual e o fim previsível do
conflito.
“O
fortalecimento da cultura da consensualidade beneficia toda a sociedade. Além
de reduzir o tempo de tramitação dos processos, os acordos proporcionam
economia de recursos públicos e favorecem soluções construídas de formas
conjuntas. Isso preserva relações e amplia o acesso à Justiça”, explicou a
gestora judiciária Juliana Ishikawa.
Bruno Vicente
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
Notícias Relacionadas
11/12/2024 08:04
Entrevista: saiba como funciona o Centro Judiciário de Solução de Conflitos da Fazenda Pública
19/12/2024 11:05
Cejusc da Fazenda Pública facilita resolução de conflitos e atende demandas de todo Estado
03/03/2026 12:46
Centro Judiciário da Fazenda Pública amplia atuação e apresenta projetos à OAB-MT











