TJMT é destaque nacional em realização de audiências de conciliação
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) alcançou o maior índice de realização de audiências de conciliação entre os tribunais estaduais de médio porte e o segundo melhor desempenho dentre os 27 tribunais de Justiça do Brasil. O dado consta no relatório Justiça em Números 2026, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com o documento, 54,4% dos casos novos distribuídos em 2025 em Mato Grosso passaram por audiência de conciliação. O número também é superior à média da Justiça Estadual, que foi de 29,5%. O índice demonstra que, sempre que possível, o TJMT oferece às partes a oportunidade de resolver conflitos por meio do diálogo, antes do prosseguimento do processo judicial.
“É um indicador que demonstra o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso em incentivar a solução consensual dos conflitos, oportunizando que as partes construam acordos antes do prosseguimento da ação judicial. Isso torna a prestação jurisdicional mais ágil e próxima das necessidades da população”, avalia o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. O resultado também reflete os investimentos realizados pelo TJMT na ampliação da estrutura voltada aos métodos consensuais de resolução de conflitos. Conforme o relatório, Mato Grosso conta atualmente com 50 Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), unidades especializadas na realização de conciliações e mediações em diferentes regiões do estado.
“Isso é resultado de um trabalho estruturado, em que se buscou a participação de todo o sistema de justiça. Hoje nós temos parcerias com a OAB, com o Ministério Público, com a Defensoria Pública, com a Associação Mato-grossense dos Municípios. Fazemos vários projetos em parceria, não só no desenvolvimento regular dos pedidos, mas trabalhando muito com mutirões”, destaca o desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJMT (Nupemec). A Justiça Estadual, considerando todos os estados, encerrou 2025 com 1.843 Cejuscs, consolidando uma política pública que vem sendo fortalecida ao longo dos últimos anos. Essas unidades têm papel fundamental na promoção do diálogo entre as partes, permitindo que muitos conflitos sejam solucionados de forma consensual, sem a necessidade de uma decisão judicial.
Segundo o CNJ, a expansão dos Cejuscs acompanha o fortalecimento da cultura da conciliação no Judiciário brasileiro. Além de contribuir para a redução da litigiosidade, a iniciativa estimula soluções construídas pelas próprias partes, preservando relações e proporcionando respostas mais rápidas aos cidadãos.
“A finalidade é apresentar soluções pacíficas de conflito em todas as áreas do direito da qual o Tribunal de Justiça participa. Quando se busca essa pacificação social e quando há participação democrática da própria parte na busca de uma solução, isso traz uma satisfação à população, pois os conflitos estão sendo resolvidos de uma forma participativa e não impositiva”, completa Kono.
“A finalidade é apresentar soluções pacíficas de conflito em todas as áreas do direito da qual o Tribunal de Justiça participa. Quando se busca essa pacificação social e quando há participação democrática da própria parte na busca de uma solução, isso traz uma satisfação à população, pois os conflitos estão sendo resolvidos de uma forma participativa e não impositiva”, completa Kono.
Bruno Vicente
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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