Grupo de Estudos da Magistratura apresenta trabalhos e aprova enunciado orientativo
A
37ª Reunião do Grupo de Estudos da Magistratura (Gemam-MT) resultou na
apresentação de quatro trabalhos na área criminal e aprovado um enunciado
orientativo, que servirá de guia para decisões judiciais em todo o Estado.
Realizado na sexta-feira (21 de março), na Comarca de Vila Bela da Santíssima
Trindade (522 km a oeste de Cuiabá), a abertura do evento foi realizada pelo
desembargador diretor-geral da Esmagis-MT, Mário Vidal, e pelo Corregedor-Geral
da Justiça, José Luiz Leite Lindote. Os integrantes do Gemam participaram das
atividades de maneira presencial e on-line.
Foi
aprovado o seguinte enunciado: “Considerando que o sistema processual
eletrônico possibilita acesso a todos os atos e documentos que formam os autos,
as informações judiciais em habeas corpus devem ser dispensadas pelo
relator, salvo se deduzidas matérias não submetidas ao juiz da causa.”
Esse
trabalho havia sido apresentado em reunião anterior pelos juízes Luis Felipe
Lara de Souza e Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima. Na ocasião,
houve pedido de vista pelo desembargador Marcos Machado, que nesse último
encontro apresentou a proposta de enunciado que foi aprovada, por maioria, pelos
demais integrantes do grupo.
Criado
em 2014, o Gemam atualmente conta com 86 integrantes, entre juízes(as) e
desembargadores(as). “O objetivo do grupo é o aperfeiçoamento, a capacitação.
Então, os magistrados se encontram e apresentam temas que são debatidos,
discutidos e posteriormente votados os enunciados. Esses enunciados são
orientativos para os julgamentos, o que nos auxilia muito na atividade
jurisdicional”, destaca a coordenadora do Grupo para o biênio 2025/2026,
Alethea Assunção Santos.
Conforme
a magistrada explica, atualmente o Gemam possui três eixos temáticos – cível,
criminal e agronegócio – e em todos os encontros os integrantes são convidados
a apresentar propostas de estudos nessas áreas, de forma a engrandecer o grupo
e, de forma coletiva, construir novos conhecimentos.
“Na
noite de quinta-feira, nós tivemos uma abertura que foi muito interessante, com
temas voltados à questão da igualdade racial, algo que é muito importante
considerando que nós estamos na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, que
tem uma história que precisa ser lembrada sempre. Foi a primeira capital do
Estado e muitos quilombolas fundaram a cidade, figuras como Tereza de Benguela,
que foi rainha do Quilombo do Quariterê”, assinala Alethea.
Para
a juíza Tatiana dos Santos Batista, diretora do foro local, o grupo de estudos
é essencial para os juízes(as), “porque nós conseguimos, de certa forma, trocar
ideias com os colegas, estudar, fortalecer a nossa pesquisa no campo jurídico e
uma pesquisa voltada para a prática, para assuntos que nós precisamos, de fato,
no dia a dia, ter um outro olhar, tirar dúvidas. Então, eu estou muito feliz. É
a minha primeira participação no Gemam e fico muito feliz e agradecida com o
convite da doutora Alethea para participar”, assinalou.
Ela
também afirmou que a abertura do Gemam na noite de quinta-feira, com a palestra
“Desafios para a Igualdade Racial”, foi muito especial. “Vila Bela é a minha
primeira comarca, uma sociedade matriarcal, feminina, negra, então estar aqui
tem algo muito especial no meu coração e no meu trabalho também. Então, receber
os colegas da magistratura, o desembargador José Lindote, desembargador Márcio
Vidal, nesse evento do Gemam, é algo muito importante, me deixou muito feliz e
acredito que a população de Vila Bela também se sentiu muito prestigiada, foi
um presente de aniversário para a cidade.”
A
juíza Djessica Giseli Kuntzer, da Terceira Vara da Comarca de Pontes e Lacerda,
enfatizou a relevância do Gemam para possibilitar encontros e fomentar
discussões entre os magistrados. “Daqui saem debates muito bons, o que acaba
ampliando a nossa visão. Além disso, esses temas são específicos do nosso dia a
dia, fazem parte da nossa jurisdição. Então, trazendo isso e vendo a opinião de
diversos colegas, a gente consegue também ampliar a nossa opinião e, muitas
vezes, inclusive, alterá-la. Então, são extremamente importantes os grupos de
estudos.”
Na
37ª reunião, a magistrada apresentou, ao lado do colega Anderson Vieira, um
tema para debate: a possibilidade ou não do interrogatório do réu que se
encontra foragido, ou seja, “aquele réu que está com o cumprimento de mandado
de prisão em aberto, não foi preso ainda, se ele poderia ou não participar da
audiência de instrução e julgamento no ato do seu interrogatório ou mesmo numa
sessão plenária.”
Magistrados
Colaboradores –
Com vistas a atender às demandas contemporâneas da sociedade e do Judiciário, a
gestão 2025-2026 estruturou suas atividades em cinco eixos temáticos
prioritários: Comunicação, Deontologia, Economia, Meio Ambiente e Tecnologia
Digital.
Antes
das apresentações dos trabalhos, cinco magistrados colaborares da Esmagis-MT
participaram do evento e cada um explicou sua área. O desembargador Lídio Modesto
da Silva Filho apresentou o eixo Tecnologia da Informação; a juíza Gabriela
Carina Knaul de Albuquerque e Silva apresentou a Comunicação; o juiz Gonçalo
Antunes de Barros Neto, falou sobre Deontologia; e o juiz Jorge Iafelice dos
Santos, expôs sobre o eixo Economia. Ainda, o juiz Antônio Veloso Peleja
Júnior, discorreu sobre a área das atividades pedagógicas da Esmagis-MT.
Outras
informações sobre o Gemam podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos
telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Leia
matéria sobre o assunto:
Grupo de Estudos da Magistratura promove encontro sobre igualdade racial em Vila Bela
Assessoria de Comunicação da Esmagis - MT
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