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 04/12/2007   15:30 

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Investigação culmina com três prisões

  

Suspeitos são acusados de exigir vantagens para dar andamento nos processos

 

Investigações de denúncias de corrupção na 2ª Vara Criminal da comarca de Cuiabá, determinadas pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Orlando de Almeida Perri, culminaram hoje (4/12) com a prisão temporária da ex-escrevente Beatriz Árias Paniágua, dois servidores e dois estagiários que trabalham no Fórum da Capital. Reeducandos e familiares acusam os servidores de só promoverem o andamento dos processos mediante pagamento ou obtenção de vantagens.

 

Diante das denúncias, o corregedor Orlando de Almeida Perri determinou, em setembro deste ano, a realização de correição extraordinária na Vara e, concomitantemente, a investigação dos crimes pela Polícia Civil. Foi então instaurado inquérito policial e o resultado das investigações, até o momento, resultaram na prisão temporária dos suspeitos e na busca e apreensão de documentos e objetos de prova. As diligências e as prisões foram determinadas pela juíza Maria Rosi de Meira Borba, da 8ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

A investigação realizada pelo delegado Gerson Vinícius Pereira revelou ligação entre a escrivã Vera Lúcia da Anunciação e a ex-escrevente Beatriz Arias Paniágua, que atualmente cumpre pena por crime de homicídio. Segundo a juíza Selma Rosane Santos Arruda, designada para a 2ª Vara Criminal desde agosto deste ano, Beatriz servia como elo entre os reeducandos e os servidores. "Além de agenciar a corrupção, Beatriz enganava os presos, afirmando a incompetência dos advogados para soltá-los e dizendo que através do prestígio que ela tinha eles poderiam ser soltos mais rapidamente", explica a juíza.

 

Para o corregedor-geral da Justiça, Orlando de Almeida Perri, situações como essa devem ser apuradas com rigor e punidas exemplarmente. "Não há como ressocializar sem que o Estado dê o exemplo de probidade e respeito aos direitos humanos. Por isso, se há culpados, eles devem ser punidos. A Corregedoria está aberta a receber denúncias sobre qualquer irregularidade e empenhada em melhorar a prestação jurisdicional", acrescenta o desembargador.

 

Hoje pela manhã, Beatriz Arias foi presa e junto com ela Welington Dantas e José Dantas, que tinham prisão preventiva decretada em Minas Gerais por tráfico de drogas, e estavam alojados em sua casa. No início da tarde, além da escrivã Vera Lúcia da Anunciação, foram detidos também a servidora Maria Dias da Conceição e os estagiários de direito Rafael Peres de Pinho e Paulo Henrique da Silva Gahyva.

 

 

 

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