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 07/12/2007   18:50 

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TJMT implanta projeto de 'Pré-Natal'

Casais aptos à adoção vão passar pelo 'pré-natal' oferecido pelo TJMT

 

 

            O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Paulo Inácio Dias Lessa, implantou na tarde de hoje (07/12) o projeto Pré-Natal da Adoção nas comarcas de Cuiabá e Várzea Grande. O projeto vai dar suporte psicológico e jurídico para casais que pretendem adotar crianças e adolescentes. Neste primeiro momento serão atendidos 60 casais que estão cadastrados na Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja).

 

Conforme o presidente do TJMT, a importância do projeto está no alcance social, 'cuja execução inclui o reconhecimento da complexidade de sentimentos que envolvem uma destituição do poder familiar, a compreensão das angústias, expectativas e ansiedades geradas pela espera de uma criança idealizada'.

 

O projeto é fruto de experiências vivenciadas pela Ceja. "Na rotina de trabalho da Ceja foi possível detectar a necessidade de implantar um programa que capacitasse os pais a receber seus filhos adotivos", explicou o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Jones Gattass Dias. Ele ressaltou ainda que como as famílias que se preparam durante nove meses pela espera do filho, os pais adotivos também devem se preparar para a chegada do novo integrante da família.

 

Segundo a secretária-geral da Ceja, Lindacir Bernardon, o Pré-Natal da Adoção irá tocar num dos assuntos mais importantes quando se trata da adoção, o estimulo para o convívio em família. "A maioria dessas crianças tem dificuldades para se adaptar e as famílias têm que estar preparadas para receber esse ser, que não está acostumado a receber amor e carinho", comentou a secretária. Ela informou que os pais assistirão a palestras divididas em quatro módulos.

 

O casal Tânia Madaleina Dias Penha e Gonçalo Benedito da Silva Penha faz parte do grupo de 60 casais que integram a primeira turma do projeto Pré-natal da Adoção. As expectativas dos dois são enormes. Eles esperam receber conhecimento suficiente para dar carinho e conforto quando o novo filho chegar. "Já temos quatro filhos, todos são de outros casamentos, nosso mesmo não temos nenhum. Gostaríamos de estar preparados quando o nosso filho adotivo chegar", destacou Tânia Madaleina.

 

Para a juíza da 1ª Vara da Infância e Adolescência, Cleuci Terezinha Chagas, que convive com pais que pretendem adotar, o projeto é extremamente importante para a conscientização e preparação dos pais adotivos. "Os pais também terão conhecimento de que a adoção tardia, de crianças acima de 6 anos, também pode dar certo", explicou a magistrada. Ela destacou ainda que os pais aprenderão que o amor é algo que se constrói com a convivência.

 

            O evento contou com a presença dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho, Guiomar Teodoro Borges e Jurandir Florêncio de Castilho; da diretora do Fórum de Cuiabá, a juíza Maria Aparecida Ferreira Fago; da assessora jurídica da Secretaria de Estado Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, Christiane Tirlone; além de casais dispostos a adotar e servidores do Poder Judiciário.

 

            Estatística - Atualmente existe em Mato Grosso cerca de 40 crianças aptas a ser adotadas. Entretanto todas têm idade superior a seis anos ou algum tipo de deficiência física ou mental. Recentemente, foram registrados dois casos de crianças que foram para lares adotivos e retornaram para as casas de abrigo provisório. As crianças tinham idade de quatro e 12 anos. Para a secretária da Ceja o retorno dessas crianças comprova o despreparo dos possíveis pais adotivos.

 

            

 

Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

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