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 29/03/2012   18:26 

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Comitiva se anima com possibilidades do PJe

A comitiva do Tribunal de Justiça do Ceará conheceu nesta quinta-feira (29 de março) o programa piloto do Processo Judicial Eletrônico (PJe) em funcionamento no Juizado Especial da Fazenda Pública de Cuiabá e se animou com todas as possibilidades e vantagens que o sistema proporcionará ao Judiciário.
 
A analista judiciária Milena Valle Rodrigues, que atua no juizado, contou que a principal vantagem é a agilidade na movimentação processual. Ela assegura que o processo de adaptação ao sistema é muito simples. “Quando vim para cá aprendi muito rápido, apenas com o auxílio dos outros servidores que fizeram treinamento”, afirmou.
 
Em comparação com o Processo Judicial Digital (Projudi), utilizado atualmente, a servidora diz que os dois são bons, contudo destaca o PJe como um sistema mais moderno e que tem outras funcionalidades. “O processo eletrônico em si já é muito melhor do que o sistema de papel”, avaliou.
 
O juiz Aristeu Dias Batista Vilella, que atua no juizado, suspendeu temporariamente as férias para receber a equipe e mostrar passo a passo a utilização do sistema. O magistrado explicou que o PJe foi concebido para trabalhar com o certificado digital, para dar mais segurança ao sistema. “O certificado digital é como se fosse uma identidade da pessoa, com ela o servidor ou o magistrado pode acessar os processos pelo PJe e despachar on line. Este dispositivo depende de um pen drive ou cartão de memória para funcionar”, explicou.
 
Ele ressaltou que a vantagem do sistema não é só a celeridade nos trâmites processuais, mas a possibilidade de romper com as barreiras impostas pelo espaço físico. “Nós poderemos trabalhar de qualquer lugar do mundo. Um procurador da República já conseguiu assegurar esse direito de exercer suas funções fora do país”, salientou.
 
A juíza de direito cearense Maria do Livramento Alves Magalhães atestou a qualidade do produto. “Foi muito bom, ele é muito parecido com o Projudi. Acho que dá para trabalhar com ele sim”, pontuou.
 
O secretário de Tecnologia da Informação (TI) do TJCE, Dilthey Pontes Forte, avaliou que conhecer o sistema em funcionamento está sendo muito proveitoso e não viu problemas na instalação do PJe. “Cada um tem uma percepção diferente, eu não achei dificuldade nisso, talvez porque eu seja de TI”, observou.
 
O grupo cearense continua nesta sexta (30) conhecendo e colhendo informações sobre o projeto modelo implantado em Mato Grosso. A equipe escolheu o Estado para esta troca de experiência por recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que considera o processo de modernização mais avançado neste Estado.
 
 
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