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 27/03/2012   08:52 

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Projeto esportivo contempla crianças carentes

A parceria entre Poder Judiciário, Ministério Público e Prefeitura de Alto Araguaia (415 km ao sul de Cuiabá) oportuniza o contato e prática de tênis para mais de 100 crianças e adolescentes hipossuficientes. A atividade teve início há seis meses com participação de 10 alunos e desde então é cada vez mais procurada pelas famílias da cidade. Este mês foram entregues camisetas aos contemplados pelo projeto Tênis para Todos durante a realização de um pequeno torneio. A doação foi feita pelo Ministério Público.
 
O juiz de direito Carlos Augusto Ferrari conta que o projeto contempla crianças e adolescentes com idade entre 8 e 15 anos que vivem em potencial situação de risco. A ideia é apresentar para esse público a possibilidade de uma prática de esporte diferenciada, com aulas ministradas efetivamente e convívio social com pessoas de bem. O tênis é um esporte que demanda disciplina, exige treino especifico e cobra participação assídua dos alunos. “A intenção é abrir os horizontes dessas crianças, apresentar um novo esporte que não seja o futebol. E já começaram a surtir resultados. Temos um garoto que se destaca nos torneios que participa”.
 
Para possibilitar a aquisição de materiais necessários para as aulas, o Fórum da Comarca de Alto Araguaia destina parte das transações penais para o projeto. “As doações garantem a aquisição de raquetes, bolinhas, uniformes, tênis para as crianças usarem. É um esporte caro e as famílias não têm condições de arcar com os gastos, então reunimos esforços para possibilitar a continuidade do projeto”.
 
O magistrado conta que a iniciativa surgiu de uma conversa entre o Poder Judiciário e o Ministério Público, que apresentaram o interesse à Secretaria Municipal de Esportes. Inicialmente, a Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) cedeu as quadras de tênis para as atividades. Hoje, a Prefeitura conta com uma quadra própria e está em fase de finalização de outras duas unidades. A inauguração do espaço possibilitará atendimento de 300 crianças e adolescentes. Os pais interessados em matricular os filhos no projeto devem procurar a Secretaria de Esporte para avaliação. Somente pessoas hipossuficientes são atendidas.
 
Segundo o magistrado, a iniciativa reflete diretamente nas questões sociais, uma vez que traz novas possibilidades aos alunos. Para participar, eles devem obrigatoriamente estar matriculados na escola e ter boas notas. “Além de colocar essas crianças em contato com pessoas de boa índole e não deixá-las a solta nas ruas, o projeto tem a missão de agregar a família. O professor mantém contato com os pais, faz os encaminhamentos, quando necessários”, enfatiza.
 
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