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 02/07/2012   11:48 

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Juiz profere palestra para educadores de VG

O Poder Judiciário de Mato Grosso proporcionou uma manhã de sábado (30 de junho) diferenciada para funcionários da Escola Estadual Maria Macedo Rodrigues, localizada no bairro Mapim, em Várzea Grande. Atendendo solicitação da direção do colégio, o juiz Abel Balbino Guimarães, da Quinta Vara Criminal da Comarca, proferiu a palestra Direitos e Deveres Constitucionais, que faz parte do projeto A Justiça é a Esperança.
 
A atividade foi realizada dentro da própria escola e contou com a participação de aproximadamente 40 educadores, entre professores, agentes de pátio, merendeiras, responsáveis pela limpeza, coordenação e direção. A ideia é transformar os funcionários em multiplicadores das informações que devem ser repassadas aos 872 alunos da instituição, como prevê o projeto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) denominado Sala do Educador.
 
          Doze anos a frente da Quinta Vara Criminal, o magistrado Abel Balbino orientou os participantes sobre a sua atuação dentro do Poder Judiciário, apresentando ainda números atuais sobre o sistema prisional do Estado, Brasil e alguns países. Destacou que nos últimos anos o número de prisões aumentou e a violência também, demonstrando que a segregação não diminui a criminalidade. Por isso, aposta na educação como forma de melhorar a situação que vivemos. Lembrou que segurança e educação são direitos e deveres de todos. “A educação é a saída para minimizar os índices de prisões e violência”.
 
          Voluntária no projeto A Justiça é a Esperança, Josilaine Dias explica que a palestra é realizada diante de convites. “Antes, tínhamos convênio com a Secretaria de Educação. Agora, vamos quando somos convidados”, afirma, apontando que a iniciativa da diretoria da Escola Estadual Maria Macedo Rodrigues é excelente, uma vez que tenta resolver o problema dentro da própria escola. “Quando o educador consegue identificar a necessidade de uma interferência e se antecipa, buscando medidas de prevenção ou solução, está a frente. Mostra que está ciente e antenado a sua realidade”.
 
           Conforme o diretor Mauricio Manoel dos Santos, a solicitação de palestra ao Poder Judiciário teve relação com a falta de informação e conhecimento sobre direitos e deveres. “Nada melhor que uma autoridade como o juiz Abel Balbino para nos esclarecer as dúvidas. Ficamos muito felizes com a disponibilidade imediata para atender nosso pedido. Todos os funcionários da escola participam, porque independente da função, todos somos educadores e temos a missão de repassar o conhecimento aos alunos”.
 
          A agente de pátio Maria de Fátima e Silva aprovou a iniciativa da escola e a disponibilidade do magistrado. “Muito boa a palestra. Toda qualificação mostra que estamos em busca de melhorias para o colégio, alunos e para nós mesmos. Muito interessante a preocupação do diretor em convidar o juiz e fico bem satisfeita com a presença do magistrado na escola”.
 
Projeto – Josilaine afirma que a proposta do A Justiça é a Esperança é apresentar mecanismos para solucionar problemas. “Nós damos a orientação para que a pessoa tenha capacidade de resolver os problemas, garantindo a independência e valorização individual. A pessoa com auto-estima resgatada e bem orientada tem a capacidade para buscar soluções”, pontuou. O projeto visa ainda despertar a consciência social e moral para praticar justiça como virtude. “Quando falamos em justiça é no sentido de ser justo com o próximo e consigo mesmo”.
 
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