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 28/09/2012   13:39 

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Corregedoria estende Projeto Padrinhos ao interior

A partir de agora, as crianças e adolescentes abrigadas nas instituições acolhedoras de Mato Grosso poderão ser apadrinhadas por meio do Projeto Padrinhos da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), coordenado pela Comissão Estadual Judiciária da Adoção (Ceja-MT). Nesta sexta-feira (28 de setembro), o corregedor Márcio Vidal assinou o Provimento n° 37/2012 expandindo o projeto para as Comarcas do Interior do Estado.
 
A assinatura do documento ocorreu durante a abertura do Encontro Estadual da Ceja-MT, realizado ao longo do dia com o objetivo de capacitar e orientar as equipes técnicas das Varas afeitas à Infância e Juventude sobre legislação e normas que regem a adoção de crianças e adolescentes.
 
“A porta de entrada das novas gerações começa pelas crianças e o Projeto Padrinhos aflora a solidariedade humana, por isso expandimos para o interior, para que mais crianças e adolescentes tenham a chance de se relacionarem com pessoas fora dos abrigos. E nós do Poder Judiciário temos que desempenhar satisfatoriamente nossa obrigação com empenho para que ocorram mais apadrinhamentos e adoções oficializadas”, afirmou o corregedor para mais de 200 gestores judiciários, assistentes sociais, psicólogos e assessores de gabinetes de todo o estado.
 
O Projeto Padrinhos foi criado pela Corregedoria em 2008 e consiste no apoio material, de prestação de serviço ou afetivo às crianças, a partir dos 7 anos, e adolescentes institucionalizados que perderam os vínculos com as famílias de origem e que encontram dificuldades em serem adotados.
 
“Além de ser uma reunião profissional, esse é um encontro de amor porque as pessoas que estão aqui precisam amar o que fazem. Temos que ter o olhar voltado para as Varas mais necessitadas para que as unidades sociais respondam mais rápido às demandas da sociedade”, disse o presidente do Tribunal de Justiça, Rubens de Oliveira Santos Filho.  
 
Para se cadastrar no Projeto Padrinhos, o pretendente residente em Cuiabá ou Várzea Grande deverá procurar a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), localizada na sede do Poder Judiciário, na Capital. Já no interior, o interessado em apadrinhar terá que se dirigir às Varas da Infância e Juventude ou demais Varas designadas para atuar comulativamente com essa competência.
 
Padrinhos ativos – Atualmente o projeto existe em Cuiabá e Várzea Grande com 9 padrinhos afetivos, 13 provedores e 11 prestadores de serviços.
 
Veja abaixo as descrições dos três tipos de apadrinhamento:   
 
Padrinho afetivo: aquele que visita regularmente a criança ou adolescente, buscando-o para passar final de semana, feriados ou férias escolares em sua companhia. O apadrinhamento afetivo só poderá ser feito para crianças e adolescentes com possibilidades remotas de adoção. O padrinho afetivo poderá retirar o afilhado ou afilhada das instituições de acolhimento quando for conveniente, mediante autorização do juiz de direito;
 
Padrinho prestador de serviços: consiste no profissional liberal que se cadastra para atender às crianças e aos adolescentes participantes do projeto, conforme sua especialidade de trabalho ou habilidade. Não somente pessoas físicas poderão participar, mas também empresas mediante ações de responsabilidade social junto às instituições.
 
Padrinho provedor: aquele que dá suporte material ou financeiro à criança e ao adolescente, seja com a doação de materiais escolares, calçados, brinquedos, seja com o patrocínio de cursos profissionalizantes, reforço escolar, prática esportiva e até mesmo contribuição mensal em dinheiro.
 
 
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
corregedoria.comunicacao@tj.mt.gov.br
(65) 3617-3571