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 23/10/2013   19:10 

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Audiência coletiva atende usuários de drogas

O Juizado Especial Criminal Unificado (Jecrim) de Cuiabá recebeu, na manhã desta quarta-feira (23), quinze pessoas que respondem processos por envolvimento com drogas. Elas participaram da segunda audiência coletiva promovida pela unidade, com o objetivo de sensibilizar os participantes a respeito das conseqüências judiciais e dos demais malefícios causados pela dependência química.
 
Após assistirem um vídeo sobre o assunto, os participantes foram atendidos individualmente pela juíza titular do Jecrim, Ana Cristina Silva Mendes, e pelo promotor de Justiça Antônio Alexandre da Silva. Durante a conversa, eles procuraram identificar, entre outras coisas, se o uso de drogas ainda faz parte da vida da pessoa e apresentaram alternativas que podem auxiliá-la no tratamento contra a dependência.
 
O jovem R. P., de 22 anos, esteve presente na audiência. Ele conta que é usuário de drogas há quatro anos e que já chegou a cometer pequenos furtos no passado. Hoje, R. P. trabalha como armador na construção civil e, incentivado pelo que ouviu na audiência, pretende buscar as reuniões de grupos de apoio, como o Narcóticos Anônimos (NA), para tentar se livrar do vício.
 
Ao todo, 60 pessoas foram intimadas a comparecer à audiência. De acordo com a juíza Ana Cristina Silva Mendes, muitas pessoas ficam temerosas quando recebem a intimação e não comparecem por receio de serem presas. “Esse não é o nosso objetivo. O que queremos é proporcionar um momento de conversa e reflexão para os participantes e auxiliá-los no que for possível”, disse a juíza.
 
O Juizado tem buscado o apoio de unidades terapêuticas que atuam no tratamento de dependentes e já possui algumas vagas à disposição. Se for do interesse da pessoa, ela pode ser uma das beneficiadas e receber tratamento nessas clínicas parceiras, sem ter que pagar nenhum valor por isso.
 
Segundo o promotor de Justiça Antônio Alexandre da Silva, as audiências e outras ações realizadas pelo Jecrim representam uma chance de mudança para essas pessoas. “Seria muito fácil para mim, enquanto promotor, denunciar essas pessoas e pedir a prisão delas. Mas até que ponto isso seria eficaz? O que o Jecrim está fazendo é incentivá-las a resolverem de vez o problema, por meio do tratamento”, explicou o promotor.
 
As audiências realizadas pelo Jecrim estão de acordo com a Lei nº 11.343, mais conhecida como Lei Antitóxicos ou Lei de Drogas, que estabelece que os usuários sejam submetidos a medidas educativas. Para a juíza Ana Cristina, ações como essas podem auxiliar a reduzir a criminalidade e a violência urbana.
 
Larissa Campos/Adilson Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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