Defesa vai buscar o semi-aberto
O advogado de João Arcanjo Ribeiro, Zaid Arbid, vai recorrer da decisão do Júri que condenou o réu a 19 anos de prisão em regime fechado. “Vamos buscar o semi-aberto porque ele já tem esse direito pelos anos que ficou preso”. Arcanjo está há 10 anos preso.
A defesa, mesmo saindo derrotada, avaliou o resultado do julgamento como positivo, levando em consideração a votação dos jurados, que por 4 votos a 3 condenaram o réu. “Foram três votos favoráveis e isso deve ser levado em consideração”.
Zaid destacou que sua intenção não é fazer nenhuma crítica ao conselho de sentença, mas que segue na sua tese de que não há provas contra seu cliente. “Vou recorrer porque ainda assim eu acho que não tem provas, continuo com a minha tese, que esse corpo e essa cabeça não têm um pescoço para uni-los”.
Ele ressaltou ainda que respeita a condenação, mas não se conforma com ela “porque eu não me convenci da existência de provas, se tivesse me convencido eu não teria a leviandade de interpor um recurso”.
O advogado acredita ainda que o fato do assassinato de Brandão, durante 11 anos, ter sido amplamente divulgado na mídia, contribuiu para que ocorresse um pré-julgamento do seu cliente.
“Esse poder de massificação da imprensa, por esses longos 10 anos, acaba formando um pré-julgamento, um pré-conceito. Durante todos esses anos foi divulgado que ele era o mandante do crime, é muito difícil você desmanchar isso, a mentira dita repetidas vezes se torna verdade”.
O genro de João Arcanjo Ribeiro, Giovani Zenn, diz que não esperava a condenação, mas que a família buscará o semi-aberto. “Estávamos muito confiantes que ele seria absolvido porque nos autos não há provas contundentes contra ele. Respeitamos a decisão dos jurados, mas vamos recorrer, porque vemos que ele já tem direito ao regime semi-aberto”.
Janã Pinheiro
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