Curso de mediação judicial termina nesta terça
A Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso encerra, nesta terça-feira (12), o curso de Técnicas de Mediação Judicial. Ao todo, três conciliadores e sete servidores participaram da capacitação, que tem como objetivo preparar pessoas para conduzir esse tipo de audiência. O curso é uma iniciativa do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça.A instrutora do curso, Waléria Martins Vieira, atua como gestora na Central de Conciliação de Segundo Grau, no TJMT. De acordo com ela, o conteúdo da capacitação é dividido entre teoria e prática, que inclui a realização de audiências simuladas, nas quais os participantes podem aprimorar seus conhecimentos.
“Além das simulações, também trazemos casos para leitura, vídeos pedagógicos e motivacionais”, explicou Waléria. Ela ressalta que o curso busca trabalhar a necessidade de humanização, fator fundamental para que a conciliação e a mediação possam ter os resultados esperados.
Conciliação e Mediação são meios alternativos de resolver conflitos. Enquanto o conciliador age em conjunto com as partes para chegar voluntariamente a um acordo, que pode ser sugerido por ele, o mediador atua na condução, orientando as partes sem sugerir soluções para o conflito.
A conciliadora Jaqueline Bagão considerou o curso proveitoso. “Trabalho como conciliadora há quatro anos e essas capacitações fazem com que me sinta sempre mais segura para atuar em uma área tão importante para o Poder Judiciário e para as pessoas que buscam resolver os litígios”, disse Jaqueline.
Além daqueles que já trabalham com conciliação e mediação, participaram do curso servidores do Judiciário que desejam atuar nessas áreas como voluntários. Para conseguir o certificado de habilitação expedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), eles deverão passar por um estágio supervisionado, no qual conduzirão audiências em dupla e serão avaliados por observadores.
Após analisar os relatórios de dez audiências conduzidas pelos candidatos a voluntários, o CNJ expedirá, ou não, o certificado de habilitação. Só então, eles poderão realizar audiências individualmente.
De acordo com Waléria Martins, os servidores do Poder Judiciário que tiverem interesse em atuar como conciliadores e mediadores voluntários podem procurar o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, que fica no anexo administrativo do Tribunal de Justiça.
Larissa Campos/Adilson Cunha
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