Servidor representará MT em competição paralímpica
Conciliar a rotina de trabalho no Fórum de Várzea Grande e os treinos de natação tem sido um dos desafios do servidor Alisson Ampolini. Ele, que nasceu com uma deficiência no braço esquerdo, se prepara para participar de sua primeira competição, o Meeting Cearense de Natação Paralímpica. O evento será realizado nos dias 6 e 7 de dezembro, no Círculo Militar de Fortaleza (CE).
A história de Alisson com a natação começou ainda na adolescência. Por conta da faculdade, ele precisou dar uma pausa na prática esportiva e, este ano, retomou os treinos com o objetivo de participar de competições. Agora, com uma rotina de treinamentos diários, o servidor já pensa até mesmo na possibilidade de garantir uma vaga nos Jogos Paralímpicos de 2016.
“A participação no Meeting Cearense será uma chance de avaliar meu desempenho e planejar os treinos do próximo ano. Em Fortaleza, vou nadar em cinco categorias diferentes, para ver como vou me sair em cada uma delas”, explica o nadador, que acredita estar mais preparado para disputar a modalidade de nado peito.
De acordo com Alisson, a natação mudou sua vida. Ele confessa que quando iniciou a prática do esporte, na adolescência, sentia vergonha do braço e não era tarefa fácil ficar sem camisa. “Percebia os olhares das pessoas e, às vezes, sentia vergonha. Mas a natação me auxiliou a superar barreiras e a vencer esse e outros obstáculos”, disse o servidor, que atualmente trabalha como assessor técnico-jurídico.
Para o treinador Harvey Brizola, que acompanha Alisson, o nadador é um exemplo para aqueles que possuem algum tipo de deficiência e desejam praticar atividade esportiva. “Pessoas como o Alisson podem auxiliar muito no fortalecimento do esporte paralímpico em Mato Grosso”, disse o treinador.
Segundo ele, o preconceito ainda existe e precisa ser superado, antes de tudo, dentro da própria família. “Às vezes, a criança tem algum tipo de deficiência e começa a praticar a natação. Então percebemos que ela tem potencial para ser um brilhante competidor paralímpico, mas os pais não aceitam e insistem que ela nade na categoria regular, onde suas chances de vitória são menores em relação aos demais nadadores. Isso acontece com frequência”, explica Harvey.
Além da piscina, Alisson também se superou em outras áreas, como na música. Apesar das dificuldades, ele aprendeu a tocar violão e guitarra e já chegou a formar uma banda com alguns amigos.
Larissa Campos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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