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 07/02/2013   19:21 

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Denunciado como mandante de homicídio vai a júri

Será julgado neste mês de fevereiro, em Cuiabá, Silas Caetano de Farias, denunciado como mandante do assassinato de Jorge Luiz Puffal Salomão. Atualmente ele está em prisão domiciliar. O julgamento de Silas está marcado para o dia 21, a partir das 8h. A sessão está entre as 12 realizadas em fevereiro pelo Tribunal de Júri de Cuiabá, presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Com antecedentes por tráfico de drogas, Silas também é acusado de envolver seus filhos ilegítimos na prática de crimes. Por saberem demais, os filhos foram mortos ou sofreram tentativas de homicídio.
 
            Consta da denúncia do Ministério Público que no dia 4 de setembro de 2005, em horário incerto, Jorge Luiz Puffal Salomão foi morto a tiros a mando de Silas Caetano de Farias. O crime ocorreu na estrada do Itamaraty (que dá acesso à Ponte de Ferro), no bairro Planalto. Laudo pericial apontou que a vítima tentou fugir, mas foi alvejada por nove projéteis de arma de fogo. O corpo foi localizado por volta das 8h, quando a Polícia Militar foi acionada.
 
Na noite anterior ao crime, Jorge Luiz Puffal Salomão estava em um espetinho com o irmão, Érico Puffal de Faria, e o amigo Paulo César Miranda, mas recebeu um telefonema e deixou o local. Ele foi visto pela última vez com vida por volta das 20h, no condomínio onde morava, no bairro Verdão, pilotando uma moto Falcon preta, na companhia de outro homem, que pilotava outra moto. 
 
            Também enfrentarão júri popular em fevereiro, no dia 25, a partir das 13h30, os denunciados Adriano Gonzaga dos Reis e Jonatha Mattos. Eles são acusados de no dia 26 de novembro de 2002, por volta das 5h, terem matado por asfixia, utilizando uma toalha, Mário Ortino do Espírito Santo. O crime ocorreu no Instituto de Neuropsiquiatria de Cuiabá, onde os três estavam internados. 
 
            Consta da denúncia que na madrugada do crime, a vítima tentava fugir pela janela do instituto quando foi surpreendida pelos acusados que a seguraram, amarrando uma toalha em seu pescoço. Em seguida, levaram a vítima até o banheiro, onde ocorreu o estrangulamento. Na sequência, Adriano Gonzaga dos Reis e Jonatha Mattos carregaram a vítima até a cama e cobriram-na com seu cobertor, e seguiram para os seus aposentos como se nada tivesse acontecido.
 
            O motivo do crime teria sido vingança, já que Mário Ortino do Espírito Santo teria relatado a enfermeiros do instituto que o acusado Adriano Reis estaria escondendo barras de ferro com a intenção de matar outro interno. A acusação também recaiu sobre um terceiro participante, Fernando Amorim de Souza, que teria montado guarda na porta do banheiro enquanto o crime se desenrolava. No entanto, a punibilidade dele foi extinta em virtude da notícia de seu falecimento.
 
            Outro denunciado que será julgado este mês, no dia 28, a partir das 13h30, é Wanderlei Rodrigues Santos, acusado de matar Francisco Eilson Freire e Germana das Neves Santana. Consta dos autos que no dia 20 de junho de 2006, por volta das 15h, na “Feira do Verdão”, o acusado, munido de uma arma de fogo, efetuou cinco disparos contra Francisco Freire, a quem queria atingir. Por erro, os disparos atingiram também a vítima Germana, e os dois foram a óbito no local. Segundo a denúncia, o crime ocorreu por vingança, já que o açougue do acusado ficava ao lado do açougue da vítima, que eram concorrentes no negócio.
 
Confira aqui a pauta de julgamentos de fevereiro.
 
 
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394