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 10/05/2013   16:05 

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Amor que supera todas as dificuldades

 

“Ser mãe é a maior reserva de amor que existe. Mãe é o ser que acolhe, cuida e está pronto para oferecer o maior amor do mundo, o amor incondicional, sem esperar nada em troca”, esta é definição da psicóloga do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Giselle Ramos de Castilho Teixeira sobre mãe. Todo esse sentimento pode ser resumido em duas palavras: amor incondicional, que significa amor pleno, completo, absoluto, sem imposição de condições ou limites para amar. É um sentimento generoso, altruísta e infinito. É o típico “amor de mãe”, que é dado livremente, independente do que recebe de volta.

É justamente esse amor incondicional que transforma a vida de mulheres que escolhem ser mães. Elas superam todas as dificuldades para garantir o bem estar e alegria dos filhos, sem perder o brilho, o sorriso e a vontade de lutar. As funcionárias do Poder Judiciário, Juliana Teresa Bortholacci Ribeiro, 38, Loiva Biscoff, 45, Ceila Mônica Silva Ferraz Alencastro de Moura, 45, Milena Bonfim de Souza, 35, conhecem de perto o assunto e superam desafios diariamente em nome desse amor.

   

Mãe do Pedro Henrique, 4, Juliana conta que ainda na gravidez soube que o menino teria problemas de crescimento, mas não imaginava o caminho que trilharia. Lembra que 8 dias após o nascimento do filho, Pedro teve um quadro convulsivo e ficou internado 23 dias. Na ocasião, descobriu a deficiência na produção de cálcio e magnésio. Com um ano e meio, iniciou o segundo tratamento da criança. Desta vez, voltado para o crescimento.

 
 

“O hormônio que ele toma para crescimento é garantido pelo SUS, precisa entrar com requerimento, aguardar a liberação e buscar. O problema nem é esse. A questão é que teve efeito colateral e o organismo começou acumular líquor na medula. Ele tem compressão de Arnold Chiari. Ao todo, são três problemas de saúde, nenhuma tem ligação com a outra. Todo mês estamos no médico, fazemos exames, pesquiso muito sobre o assunto em busca de uma resposta”.

A preocupação de Juliana é com o futuro de Pedro e os problemas que ele pode enfrentar. O menino tem desenvolvimento emocional e intelectual normais, é alegre, simpático e muito animado. “Na escola ele é o xodó. Mas ele vai deixar de ser criança e isso me preocupa. Sinto uma angústia quanto ao futuro. Mas nada disso diminui o meu amor. Ao contrário, me faz ainda mais forte para buscar a felicidade dele”.

No dia 9 de janeiro de 2009, Sofia, 4, conheceu a mãe Loiva que sempre teve o sonho de adotar uma criança. A menina tinha 3 meses, pesava 3 quilos e estava doente. Porém, o sorriso que deu ao ver Loiva, conquistou o coração da família. “Ela estava chupando chupeta e quando me viu sorriu, a chupeta caiu. Foi amor a primeira vista. Era uma sexta-feira e passamos o fim de semana readequando o enxoval. Eu já tinha comprado as coisas, mas ela era muito pequena e tive que comprar roupas menores”.

   
 
 
Sofia passou a integrar a casa, ganhou uma irmã com 12 anos, uma mãe e um pai que a amavam. Aos 2 anos, a menina sofreu a  perda do pai, que morreu em um acidente de carro. Apesar da pouca idade, foi Sofia quem ajudou e ainda ajuda a mãe superar o momento mais difícil da família. “Nesse momento vi a força dessa criança, que mesmo com toda tristeza não perdeu a alegria de viver. Ela me falava “mamãe, eu cuido de você”. Deus colocou a Sofia na nossa vida, realizou o sonho do meu marido e levou luz para nossa casa. Ela é sempre alegre, companheira, uma criança extremamente carinhosa”.

O sorriso e a presença da adolescente Ana Gabriela Ferraz Moura, 17, transformam o dia de Ceila Mônica, que se sente uma pessoa especial por ter sido contemplada com a presença tão iluminada da filha, que é deficiente física e mental. “Vejo na minha filha um presente de Deus, como uma oportunidade diária de crescer como ser humano. A convivência com ela fez despertar a minha sensibilidade para as pequenas coisas. Entendi que Deus me deu uma missão e somos muito felizes. Nossa rotina é muito cheia de vida”.

   
 
 

Ana Gabriela teve problema de oxigenação após o nascimento, passou 23 dias na UTI e sofreu um retardo mental. Desde então, tem uma rotina de fonoaudiólogo, fisioterapeuta e acompanhamentos com diversos especialistas para garantir a estimulação da menina, além de passar por cinco cirurgias. Ceila comenta que a principal dificuldade enfrentada pela família é a falta de serviço educacional adequado e o preconceito da sociedade. “Existe muito desconhecimento das pessoas e com isso vem o preconceito. Mas eu não me importo com isso, para mim os outros acham ou pensam não tem significado nenhum, porque sei o quanto minha filha é especial”.

A relação de mãe e filha é intensa e a ligação é especial. “Nosso diálogo é muito mais afetivo que verbal. Eu olho para ela e sei o que está acontecendo, o que está sentindo. Quando se ama de verdade não precisa de palavras”.

   

Companheirismo e cumplicidade também estão presentes na vida de Milena e Luana, 12. Como foi mãe ainda na adolescência, aos 17 anos, Milena enfrentou muito preconceito, medos, incertezas e frustrações. Mas superou todas as dificuldades e hoje tem a melhor companhia do mundo.

 
 
Raquel Ferreira / Juliana Polippo
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394