Curso para quem pretende adotar começa dia 7
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Começa nesta terça-feira (7 de maio) o curso para pais e mães que pretendem adotar uma criança. O curso se tornou obrigatório a partir de 2009 por meio da Lei 12.010. “A inscrição de postulantes à adoção será precedida de um período de preparação psicossocial e jurídica, orientado pela equipe técnica da Justiça da Infância e da Juventude”, diz o artigo 50 da lei.
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O curso é realizado durante cinco terças-feiras consecutivas, das 16h às 18h, na Vara da Infância e Juventude, localizada no Complexo Pomeri, em Cuiabá.
Ao todo são disponibilizadas 26 vagas. Os pretendentes não podem ter nenhuma falta e é obrigatória a participação tanto do pai, quanto da mãe que pretende fazer a adoção. No final do curso os participantes recebem um certificado.
As pessoas interessadas em participar podem se inscrever pelo e-mail ampara.cba@terra.com.br ou pelo telefone 3644-2559.
Desde 2010 quando o curso preparatório passou a ser obrigatório, 13 encontros já foram realizados, incluindo no interior. Ao todo, 647 pessoas passaram pela capacitação.
Não é preciso ter iniciado o processo de adoção para participar do curso. “O ideal é que os pretendentes venham fazer o curso antes de iniciar essa fase. É o momento ideal deles tirarem as dúvidas, antes de partirem para a próxima etapa”, orienta Lindacir Rocha, presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio a Adoção (Ampara), que é parceira do Poder Judiciário na preparação dos pretendentes.
Conforme ela, no primeiro encontro acontece a integração entre os participantes, no segundo são explicados os aspectos jurídicos da adoção, na quarta reunião a temática abordada é a “gestação do filho adotivo”, a espera e os medos que envolvem esse momento. O próximo passo é levar os pretendentes para conhecer uma instituição onde residem crianças aptas para adoção. No último módulo do curso é discutido o tema “vivenciando a adoção”.
“Cada tema é completado com o depoimento de pais e filhos adotivos. Quando termina o curso os participantes estão com outro pensamento, a mudança é gigantesca. Quem queria adotar um bebê, por exemplo, sai do curso pensando em adotar uma criança mais velha”, diz Lindacir.
O perfil dos pretendentes vem mudando ao longo dos anos, conforme a presidente da Ampara. “A regra geral ainda é a infertilidade, mas vem crescendo o número de casais que já têm filho e querem ampliar a família. Tem ainda os casos de pessoas que adotaram uma criança e desejam dar a ele um irmão (ou irmã), essa mudança é muito positiva”.
Janã Pinheiro/Juliana Polippo
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394












