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 16/05/2013   19:16 

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Mil reeducandos são entrevistados em mutirão

 
Foi concluído na tarde desta quinta-feira (16 de maio) o Mutirão Carcerário no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC). Ao todo 1007 reeducandos foram entrevistados e tiveram suas situações observadas e catalogadas. Os dados coletados começam a ser compilados e devem ser divulgados na próxima quinta-feira (23 de maio).
 
 
“Agradecemos aos parceiros: Secretaria de Justiça e Direito Humanos, OAB, Defensoria Pública, Ministério Público e a Unic, além da Corregedoria que nos possibilitou o lançamento dos dados direto no sistema de informática criado pelo Dapi (Departamento de Aprimoramento de Primeira Instância), o que deixou o Mutirão mais ágil”, pontuou o juiz Geraldo Fidelis que conduziu os trabalhos e recebeu a visita do corregedor, desembargador Sebastião de Moraes Filho e do juiz auxiliar da CGJ, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.
 
 
O corregedor verificou in loco a ação e parabenizou os envolvidos. Ele conversou com reeducandos, conheceu oficinas de trabalho e ponderou por melhorias na alimentação oferecida, solicitação já encaminhada pelo juiz Geraldo Fidelis às autoridades responsáveis. “Temos certeza de que será feita Justiça por meio deste Mutirão. O reeducando deve estar pronto para voltar ao convívio social e temos que trabalhar para que isso ocorra ao longo do período em que ele estiver em reclusão”, disse o corregedor.
 
 
O juiz da Segunda Vara Criminal de Cuiabá, Geraldo Fidelis informou que os dados relativos ao Direto à progressão de regime, pedidos de exames médicos, permuta ou transferência, trabalhos intramuros e extramuros, religião e dados relativos à família dos reeducandos são os principais levantados pelo Mutirão.
 
“Com base nestes dados poderemos buscar encaminhamentos, como por exemplo, junto a Federão das Indústrias para trabalhos e cursos. Já verificamos a necessidade de se reativar o Presídio Agrícola de Palmeiras, já que pelo menos 50 reeducandos teriam esse perfil”.  
 
Durante o Mutirão 20 casos de reeducandos foram separados para petições a outras varas. Eles serão atendidos pelos alunos da Unic. O magistrado também indicou que foram identificadas aptidões e habilidades. “Para a recuperação dos reeducandos devemos trabalhar em quatro vertentes: Trabalho, educação, família e religião. Muitos realizam trabalhos manuais de qualidade. Vamos viabilizar espaço nos Fóruns e no TJ para exposição de obras. Identificamos também um dentista, que poderá prestar atendimento aqui no CRC. Humanizar o estabelecimento e verificar os perfis fazem parte deste trabalho. Percebemos hoje um sentimento de tranquilidade e atenção no CRC”, concluiu o magistrado. 
 
 
Texto e Fotos: Ranniery Queiroz
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
corregedoria.comunicacao@tjmt.jus.br
 
 
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