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 19/06/2013   16:44 

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Projeto Padrinhos é implantado em Guarantã

 
A Comarca de Guarantã do Norte (715 km Norte) implantou nesta terça-feira (18 de junho) o “Projeto Padrinhos”, criado pela Corregedoria-Geral, em 2008, com o objetivo de dar apoio material, de prestação de serviço ou afetivo às crianças, a partir dos 7 anos, e adolescentes institucionalizados que perderam o vínculo com a família de origem e que encontram dificuldades de adoção.
 
Para explicar como funciona o projeto, a comarca realizou uma audiência pública. “A receptividade por parte da população foi muito boa com relação ao projeto. Várias autoridades locais estiveram presentes no evento e entenderam a importância não apenas de implantar esse projeto, mas de manter viva sua divulgação”, destacou o juiz da comarca Darwin de Souza Pontes.
 
O magistrado aproveitou a oportunidade para divulgar o balanço de um ano de trabalho realizado não apenas dentro da comarca, mas também no cenário extrajudicial. Em abril deste ano foi realizado uma correição, a pedido da Corregedoria-Geral, na Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo (onde ficam recolhidos os presos provisórios de Guarantã), resultando na soltura de sete reeducandos (por progressão, avaliação da necessidade da preventiva, entre outros).
 
Entre os projetos sociais desenvolvidos pela comarca está ainda a ampliação da Cadeia Pública de Peixoto, com a construção de mais três celas. “O projeto executivo já está elaborado, estão sendo arrecadados materiais de construção, com o apoio da sociedade, para que as obras tenham início”, explicou o juiz.
 
Além do Projeto Padrinhos, a comarca também realizou um trabalho no sentido de reinserir as crianças e adolescentes que viviam na casa de apoio, às suas famílias. “A casa chegou a ter 13 crianças e adolescentes em situação de risco, mas com os esforços feitos, em 2012 conseguimos reconduzir 11 aos seus respectivos lares”.
 
Conforme o juiz, atualmente seis crianças estão na Casa da Retaguarda do município, sendo que uma delas está disponível para adoção. Quem não está na fila de adoção pode optar por ser padrinho. Confira os três tipos de apadrinhamento que podem ser feitos:
 
- Afetivo – leva a criança para passar os fins de semana e feriados em casa;
- Prestador de serviço – presta algum tipo de trabalho ou auxílio;
- Provedor – Paga cursos ou faz algum outro tipo de custeio.
 
Os interessados em apadrinhar devem procurar o Fórum da comarca e preencher uma fixa cadastral, que será analisada por uma equipe multidisciplinar e pelo Ministério Público do Estado.
 
 
 
 
Janã Pinheiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394