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 15/07/2013   10:01 

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Parceria garante reformas no Adauto Botelho

 
Piso novo, paredes pintadas, banheiro reformado e a criação de um cinema fazem parte da nova realidade de uma das unidades do Centro Integrado de Atenção Psicossocial (Ciaps) Adauto Botelho, em Cuiabá. A reforma conta com apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso, que por meio do Juizado Especial Criminal (Jecrim), destinou verba oriunda de transações penais e doou mobiliário. O espaço pronto será entregue na próxima semana.
 
Assessor especial da Secretaria de Estado de Saúde, João Santana Botelho lembra que há 2 anos sonhava com essa reforma para oportunizar melhor qualidade de vida para os internos que vivem no espaço. O novo ambiente contempla pacientes residentes, que não convivem com os familiares. O hospital é a “casa” desses pacientes. “Nosso sonho virou realidade com o apoio dos parceiros e o papel do Judiciário foi fundamental”.
 
O banheiro usado para o banho ganhou azulejo, piso, fossa, pias e chuveiros. Tudo novo. Antes, o local não tinha nenhum tipo de estrutura. As paredes eram de cimento cru, o chão também. O cheiro era de esgoto. A nova realidade é bem mais agradável, além de garantir higiene e dignidade para pacientes e funcionários da unidade.
 
Os corredores de acesso aos cômodos agora contam com calçamento adequado, dando lugar ao antigo piso precário, que não permitia a limpeza e feria os pés dos moradores, que costumam andar descalços. “Nossa clientela é diferenciada, sofrida e todas essas melhorias representam muito”.
 
Botelho destaca ainda a instalação do cinema no hospital vai garantir momentos de lazer e entretenimento. As poltronas são doações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, enquanto os equipamentos de áudio e vídeo foram cedidos pela Justiça Federal. “Os pacientes vão ver a casa deles com um espaço de interação e diversão. O cinema vai funcionar como um espaço de terapia ocupacional”.
 
No entendimento do diretor geral do Adauto Botelho, Helder Barbosa Silva, todo mundo ganha com a reforma, incluindo os profissionais que ficam mais motivados em saber que podem oferecer um trabalho mais humanizado aos pacientes. “Ainda precisamos de muitas melhorias e a parceria é fundamental. Nada disso estaria acontecendo sem a participação dos colaboradores”.
 
Responsável pelo Jecrim, a juíza Ana Cristina Mendes explica que a destinação das verbas surgiu de uma necessidade do próprio judiciário de encaminhar pacientes para a rede. Lembra que a situação do Ciaps foi exposta e o judiciário passou a auxiliar na melhoria da estrutura. “A ideia é continuar ajudando, por meio do direcionamento das transações penais, e buscar novos parceiros para esta causa”.
 
 
Raquel Ferreira
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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