Transações penais permitem abertura de abrigo
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Recursos de transações penais e penas alternativas permitiram, junto com outras doações, a concretização de um sonho da comunidade de Comodoro ( |
Lá criancinhas órfãs, vítimas de maus tratos ou abandono, poderão ficar sob a proteção do Poder Público. O montante de R$ 15 mil doado pelo Judiciário Estadual possibilitou a locação do imóvel e que este fosse mobiliado e equipado com parquinho de areia e brinquedos. Os repasses ainda vão ajudar na manutenção da entidade.
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Inaugurado na última quarta-feira (3 de julho) o lar, que tem capacidade para até 15 meninos e meninas de zero a 12 anos, já possui duas abrigadas. Um bebê de três meses do sexo feminino e sua mãe de 16 anos que foram vítimas de violência doméstica e tentativa de assassinato. Conforme denúncia, elas foram agredidas pelo esposo da adolescente e pai da criança que teria chegado em casa embriagado. Por não ter lugar para ir, uma exceção foi aberta à jovem que no local é assistida por psicólogo e assistente social. |
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Assim como essas duas meninas, as outras de Comodoro que passarem por situação semelhante não precisarão mais ser encaminhadas a Poconé ou Várzea Grande, localizadas a mais de
O abrigo também receberá crianças oriundas de Nova Lacerda, Campos de Julio e Sapezal. Ele saiu do papel após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público com as prefeituras e a união de forças entre diversas entidades da sociedade civil organizada. Por isso, será batizado com o nome da promotora Maysa Fidelis Gonçalves Pyrâmides.
Segundo o presidente do Conselho da Comunidade Marcos Antonio Zimerman, ficou conveniado que cada município vai destinar mensalmente R$ 3 mil para a manutenção da instituição. “Temos gastos com o aluguel do prédio, água, luz, telefone, com as duas funcionárias e com a alimentação e vestuário dos pequenos”, informou Zimerman, gestor do órgão que funciona como executor do projeto sob a fiscalização do Judiciário.
A casa de amparo também recebe donativos de entidades como Rotary, maçonaria, servidores e comunidade. Esses entes também integram um grupo chamado GGIM que reúne mensalmente a sociedade civil para debater a segurança pública e os problemas sociais. Para se ter uma idéia do espírito de cooperação, uma gari doa todo mês uma percentagem do seu salário para o abrigo.
“Não adiantava esperar pelo Governo do Estado. A gente percebe também que o Judiciário sozinho não consegue fazer o melhor. Por isso unimos esforços para atingir esta conquista”, frisa o juiz Raul Lara Leite da Vara da Infância e Juventude.
Glaucia Colognesi
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394













